O ator Wagner Moura comentou o cenário político brasileiro durante o governo de Jair Bolsonaro (2019–2022) ao participar do programa Late Night with Seth Meyers, exibido na noite de segunda-feira (5), nos Estados Unidos. Indicado ao Globo de Ouro 2026 pelo filme O agente secreto, o artista classificou o período como “fascista” ao refletir sobre os impactos da gestão anterior na cultura e nas artes.
Ao parabenizá-lo pela indicação, Seth Meyers destacou a boa recepção internacional do longa. Moura aproveitou para contextualizar a relevância desse reconhecimento diante das dificuldades enfrentadas por artistas brasileiros nos últimos anos. Segundo ele, governos autoritários costumam atacar universidades, jornalistas e produtores culturais como forma de controle social.
“Entre 2018 e 2022 o Brasil viveu um momento fascista”, afirmou o ator. Ele acrescentou que houve uma tentativa sistemática de transformar artistas em inimigos da população, estratégia que, segundo Moura, foi conduzida de forma eficaz durante o período.
“No manual fascista, a primeira coisa que eles atacam são universidades, jornalistas e artistas. E eles foram muito eficazes em tentar transformar artistas brasileiros em inimigos das pessoas”, concluiu.
Para o ator, o apoio recente do público brasileiro ao cinema nacional representa uma resposta simbólica a esse contexto.
Wagner Moura concorre ao Globo de Ouro 2026 na categoria de melhor ator em filme de drama por O agente secreto, que também disputa os prêmios de melhor filme de drama e melhor filme em língua não inglesa. A cerimônia da 83ª edição do Globo de Ouro acontece no próximo domingo, 11 de janeiro, consolidando mais um momento de destaque internacional para o cinema brasileiro.