Partido Novo aciona PGR e PF contra ministro Toffoli no caso Master

Bancada pede investigação por suposta interferência na condução de inquérito sobre o Banco Master

A bancada do Partido Novo no Congresso Nacional apresentou, nesta segunda-feira (26), representações à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF) pedindo a abertura de investigações contra o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), por sua atuação no inquérito que apura fraudes ligadas ao Banco Master.

Foto: Antonio Augusto/STF

Os parlamentares argumentam que Toffoli teria cometido “interferência atípica” ao conduzir a investigação no STF, dentro do processo que envolve suspeitas de irregularidades e crimes financeiros relacionados à instituição. Segundo o partido, essa suposta conduta extrapolaria os limites da função jurisdicional e poderia configurar, em tese, crimes como gestão fraudulenta, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro, além de possíveis violações de princípios administrativos como legalidade e impessoalidade. 

Em documentos distintos, o Novo protocolou tanto uma notícia-crime na PGR quanto uma Comunicação de Fatos à PF. A legenda também defende a necessidade de que as instituições atuem com independência e “respostas claras” sobre as decisões tomadas por Toffoli no caso, que está sob sigilo e vem gerando debate público. 

O ministro Toffoli assumiu recentemente a relatoria do inquérito no STF, fazendo com que a investigação deixasse a Justiça Federal em Brasília — algo que já vinha sendo alvo de críticas por parte de alguns parlamentares e setores da sociedade, incluindo questionamentos sobre sua permanência no comando do processo. 

Até o momento, a PGR e a PF não se manifestaram sobre a recepção das representações ou sobre a abertura de inquéritos. O episódio acirra a disputa política em torno do caso Banco Master e a atuação de integrantes do Judiciário em megainvestigações que envolvem figuras e instituições de grande relevância no cenário nacional.

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