A Polícia Federal instaurou um inquérito criminal para investigar suspeitas de gestão fraudulenta no Banco de Brasília (BRB), em um novo desdobramento das apurações relacionadas ao escândalo envolvendo o Banco Master. A investigação foi comunicada ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), corre sob sigilo e foi formalmente iniciada na última sexta-feira (30).
Segundo informações oficiais, o foco das apurações não está na solidez financeira do BRB, que segundo fontes apresenta balanço e liquidez considerados sólidos, mas sim em operações específicas realizadas pela gestão anterior do banco. Esses movimentos estão sendo revisados internamente e analisados pelas autoridades em razão de indícios de irregularidades, especialmente no que tange à transparência da titularidade de ações e cumprimento de regras societárias.
Entre os pontos sob suspeita, há indícios de que limites legais de participação acionária por um mesmo grupo econômico teriam sido ultrapassados de forma indireta ou dissimulada, o que pode ter servido para contornar normas de controle e transparência. Essas movimentações chamaram a atenção das autoridades e motivaram a abertura do inquérito para aprofundar a análise e identificar possíveis responsáveis.
A investigação está inserida em um contexto mais amplo de apurações que envolvem a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB em março de 2025 e as transações financeiras relacionadas, que geraram grande repercussão no meio político e financeiro e já motivaram pedidos de CPI na Câmara dos Deputados para aprofundar a análise de eventuais irregularidades entre as duas instituições.