PF abre inquérito para investigar gestão do BRB em operações suspeitas do Master

Investigação sob sigilo no STF mira irregularidades em transações da gestão anterior

A Polícia Federal instaurou um inquérito criminal para investigar a gestão do Banco de Brasília (BRB) em operações financeiras que levantaram suspeitas de irregularidades, incluindo transações associadas à tentativa de aquisição do Banco Master em 2025. A abertura da investigação foi autorizada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), onde o caso corre sob sigilo desde a última sexta-feira (30/1). 

Foto: Divulgação
BRB

Apesar de a investigação não questionar diretamente a saúde financeira atual do banco, fontes próximas ao caso afirmam que o foco está em operações específicas realizadas durante a gestão anterior. Entre os pontos sob análise estão transações estruturadas possivelmente para contornar regras de transparência sobre a titularidade acionária, com indícios de que limites legais de participação de um mesmo grupo econômico teriam sido ultrapassados de forma indireta ou dissimulada. 

O nome de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, aparece nas apurações como possível envolvido em parte dessas movimentações, e a PF busca esclarecer se houve atuação deliberada para burlar exigências regulatórias e se eventuais irregularidades impactaram as negociações entre as instituições. Analistas apontam que os resultados da investigação poderão influenciar a avaliação de prejuízos e responsabilidades relacionadas às operações entre o BRB e o Master. 

O BRB também divulgou que realizou uma auditoria forense interna por meio do escritório Machado & Meyer, com suporte da Kroll, cujos achados preliminares foram entregues à Polícia Federal e ao Banco Central, como forma de colaborar com a investigação. Essas medidas, segundo o banco, visam resguardar seus interesses, recuperar ativos e garantir a preservação do patrimônio, embora parte das ações tramitem em sigilo. 

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