CMPI do INSS ameaça condução coercitiva em caso de ausência de depoentes

Paulo e Maurício Camisotti são investigados por fraudes em aposentadorias

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS marcou para esta segunda-feira (9) novos depoimentos relacionados às investigações sobre fraudes em aposentadorias. Entre os convocados estão Paulo Camisotti, apontado como um dos elos finais no esquema de descontos irregulares, e Maurício Camisotti, que já está preso por suspeita de envolvimento no caso .

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), reforçou na última quinta-feira (5), que ambos foram devidamente notificados e convocados. Ele também alertou que, caso não compareçam, poderão ser conduzidos coercitivamente ao Senado para prestar esclarecimentos. Essa medida visa garantir o andamento das investigações e a obtenção de informações cruciais para o caso .

Maurício Camisotti, no entanto, não compareceu anteriormente à CPMI devido a uma decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que garantiu a ele o direito de não participar da sessão. A ausência gerou críticas e levantou questionamentos sobre a colaboração dos investigados com as apurações .

A CPMI do INSS segue como um dos principais focos de atenção no cenário político, investigando um esquema que teria causado prejuízos milionários ao sistema previdenciário brasileiro.

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