Maioria dos estados terá novos governadores nas próximas eleições

Apenas nove governadores poderão gentar permanecer no cargo

As eleições estaduais previstas para outubro devem provocar uma ampla renovação nos governos estaduais brasileiros. Dos 27 governadores em exercício, 18 não poderão disputar a reeleição por já terem cumprido dois mandatos consecutivos — limite estabelecido pela legislação eleitoral para cargos do Executivo.

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Com isso, esses gestores precisarão definir novos caminhos políticos. Parte deles já sinalizou interesse em concorrer a outros cargos, como a Presidência da República ou o Senado, que renovará dois terços de suas cadeiras neste pleito. No entanto, até o momento, nenhuma candidatura é oficial. Pelo calendário eleitoral, os partidos têm até agosto para realizar convenções e registrar nomes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Entre os atuais governadores, nove estão aptos a tentar a reeleição. Outros articulam possíveis candidaturas nacionais ou ao Senado, enquanto alguns ainda não definiram publicamente seus planos. Há também quem indique que pretende permanecer no cargo até o fim do mandato.

A regra da chamada desincompatibilização determina que governadores que desejem disputar outros cargos precisam renunciar até abril, seis meses antes da eleição. O objetivo é evitar o uso da estrutura administrativa em benefício eleitoral. Quando isso ocorre, o vice-governador assume e pode concorrer normalmente.

O Rio de Janeiro vive uma situação particular. O governador Cláudio Castro não pode buscar um novo mandato e sinalizou interesse em disputar o Senado. Como o cargo de vice está vago — após a saída do então vice para o Tribunal de Contas do Estado —, uma eventual renúncia abriria caminho para uma eleição indireta na Assembleia Legislativa, que escolheria um governador interino até o fim do ano.

Quem são os governadores que podem ser reeleitos em 2026:

Amapá: Clécio Luís (Solidariedade); 

Bahia: Jerônimo Rodrigues (PT); 

Ceará: Elmano de Freitas (PT); 

Mato Grosso do Sul: Eduardo Riedel (PP); 

Pernambuco: Raquel Lyra (PSD); 

Piauí: Rafael Fonteles (PT); 

Santa Catarina: Jorginho Mello (PL); 

São Paulo: Tarcísio de Freitas (Republicanos); 

Sergipe: Fábio Mitidieri (PSD). 

Quais governadores podem disputar outros cargos

Quatro manifestaram a intenção de tentar a candidatura presidencial, sendo três do PSD de Gilberto Kassab. O partido prevê tomar uma decisão até abril. 

Eduardo Leite (PSD-RS); 

Ratinho Júnior (PSD-PR); 

Ronaldo Caiado (PSD-GO); 

Romeu Zema (Novo-MG). 

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem dito que tentará a reeleição, embora as pesquisas eleitorais mostrem que sua candidatura presidencial é competitiva. Tarcísio afirmou que vai apoiar o senador Flávio Bolsonaro, do PL. 

Outros 6 governadores já deram demonstrações de que estão mirando uma vaga no Senado. São eles: 

Antonio Denarium (PP-RR); 

Cláudio Castro (PL-RJ); 

Ibaneis Rocha (MDB-DF); 

Helder Barbalho (MDB-PA); 

João Azevedo (PSB-PB); 

Fátima Bezerra (PT-RN).

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