Com morte do líder, Irã forma conselho para assumir funções de Ali Khamenei

O governo decretou 40 dias de luto oficial.

A imprensa estatal do Irã anunciou na noite de sábado (28), no horário de Brasília, a morte do líder supremo Ali Khamenei. Segundo os veículos oficiais, ele teria sido assassinado durante ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel.

Foto: Iranian Presidency / AFP
Ali Khamenei, líder supremo do Irã morto pelo EUA

Ainda de acordo com a mídia iraniana, a residência de Khamenei foi atingida por bombardeios, resultando também na morte de familiares. As informações foram divulgadas por jornais e agências estatais do país.

Nas primeiras horas após o anúncio, milhares de pessoas ocuparam ruas em diferentes cidades iranianas para protestar contra o assassinato e prestar homenagens. O governo decretou 40 dias de luto oficial.

Também foi comunicada a criação de um conselho interino para assumir temporariamente as funções do líder supremo. O colegiado é formado pelo presidente Masoud Pezeshkian, pelo chefe do Judiciário, Gholam Hossein Mohseni Ejeie, e pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf. O aiatolá Alireza Arafi foi designado para representar o Conselho dos Guardiões no grupo.

As autoridades esclareceram que Arafi não assume automaticamente o posto máximo do país. Pela Constituição iraniana, o novo líder supremo deve ser escolhido pela Assembleia dos Especialistas, órgão composto por 86 religiosos eleitos pelo voto popular e responsável por nomeare, se necessário, destituir, o ocupante do cargo, que é vitalício.

Além da morte de Khamenei, a imprensa estatal informou o assassinato de outras autoridades, entre elas o secretário do Conselho de Defesa, Ali Shamkhani, e o comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, Mohammad Pakpour.

Em nota oficial, as Forças Armadas iranianas afirmaram que haverá resposta aos ataques e declararam que continuarão a trajetória política do líder morto. A escalada amplia a tensão no Oriente Médio e coloca a região em alerta diante da possibilidade de novos confrontos.

Leia também