O Partido dos Trabalhadores, legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, definiu até o momento apoio a pelo menos 27 candidaturas ao Senado Federal nas eleições de outubro. As informações constam em um mapeamento interno dos palanques estaduais ao qual a coluna teve acesso.
A articulação ocorre a pedido do Palácio do Planalto e integra a estratégia nacional conduzida pelo presidente do partido, Edinho Silva, para ampliar a base governista na Casa Alta e garantir maior estabilidade política ao Executivo.
Nomes próprios do PT
Entre candidaturas da própria sigla, o PT já bateu o martelo e deve apoiar ao menos 14 nomes:
Jorge Viana (AC)
Randolfe Rodrigues (AP)
Marcelo Ramos (AM)
Rui Costa e Jaques Wagner (BA)
Helder Salomão (ES)
Fabiano Contarato (ES)
Vander Loubet (MT)
Marília Campos (MG)
Gleisi Hoffmann (PR)
Humberto Costa (PE)
Benedita da Silva (RJ)
Fátima Bezerra (RN)
Paulo Pimenta (RS)
Rogério Carvalho (SE)
O desenho indica prioridade para quadros com densidade eleitoral consolidada e forte vínculo com o projeto nacional do partido.
Apoios a aliados
Além das candidaturas petistas, o partido formalizou apoio a nomes de legendas da base, como MDB, PSD, PDT, PSB, União Brasil e PSol:
Renan Calheiros (MDB-AL)
Eduardo Braga (MDB-AM)
Helder Barbalho (MDB-PA)
Marcelo Castro (MDB-PI)
Confúcio Moura (MDB-RO)
Carlos Fávaro (PSD-MT)
Waldez Góes (União-AM)
João Azevêdo (PSB-PA)
Renato Casagrande (PSB-ES)
Manuela D’Avila (PSol-RS)
Acir Gurgacz (PDT-RO)
A estratégia combina identidade partidária e pragmatismo eleitoral, priorizando candidaturas com viabilidade competitiva nos estados.
No Piauí, apenas Marcelo Castro aparece como prioridade
No caso do Piauí, o mapeamento nacional menciona exclusivamente o senador Marcelo Castro (MDB), candidato à reeleição. A segunda vaga ao Senado permanece, na prática, indefinida dentro da estratégia oficial do PT.
O dado que mais repercute nos bastidores é a ausência do nome do deputado federal Júlio César (PSD) entre as prioridades listadas pela direção nacional.
Embora o parlamentar tenha se colocado como pré-candidato e mantenha articulações no campo governista, o levantamento não o inclui entre os apoios consolidados. Politicamente, isso significa que o PT ainda não formalizou compromisso com sua candidatura.
Disputa interna e tese de candidatura própria
A omissão ganha ainda mais peso diante da tese defendida pelo senador e ministro Wellington Dias, que sustenta internamente que o PT deve lançar candidatura própria ao Senado no estado.
Caso essa orientação prevaleça, a tendência é que a legenda reserve a segunda vaga da chapa majoritária para um nome petista, reduzindo o espaço para aliados como o PSD.
Sinalização estratégica
Mais do que uma simples lista, o mapeamento nacional funciona como instrumento de hierarquização política. Ao incluir Marcelo Castro e deixar Júlio César fora do rol estratégico, o PT sinaliza que, até o momento, não há decisão consolidada em favor do pré-candidato do PSD no Piauí.