Janja presta apoio a Michelle e defende punição à misoginia

Primeira-dama diz que ataques contra mulheres independem de posição política e cobra avanço de projeto

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, manifestou apoio à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e à senadora Damares Alves (Republicanos-DF) após ataques dirigidos às duas nas redes sociais. Em entrevista, ela afirmou que a solidariedade entre mulheres deve superar diferenças ideológicas e voltou a defender a aprovação do projeto de lei que criminaliza a misoginia.

Foto: Reprodução/Agência Brasil
Janja defendeu apoio a mulheres vítimas de ataques e voltou a cobrar aprovação do PL da Misoginia.

A declaração foi dada após a repercussão de um desentendimento entre Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), tornado público pela ex-primeira-dama nas redes sociais. Na ocasião, Michelle afirmou ter sido desrespeitada e humilhada durante discussões sobre as articulações do partido para as eleições de 2026. O episódio provocou reações de aliados, entre eles a senadora Damares Alves.

Ao comentar o caso, Janja afirmou que a violência contra as mulheres não está restrita a um espectro político e defendeu que vítimas recebam apoio independentemente de suas posições ideológicas.

Segundo a primeira-dama, a misoginia afeta mulheres de diferentes perfis e deve ser enfrentada de forma conjunta. Ela também citou dados sobre a incidência de violência entre mulheres evangélicas para reforçar que o problema ultrapassa diferenças religiosas e políticas.

Janja aproveitou a manifestação para defender a aprovação do chamado Projeto de Lei da Misoginia, que já passou pelo Senado e aguarda votação no plenário da Câmara dos Deputados. A proposta prevê a inclusão da misoginia entre os crimes de preconceito e discriminação previstos na legislação brasileira, ampliando os mecanismos de responsabilização para condutas motivadas por ódio ou aversão às mulheres.

A discussão sobre o projeto ganhou força após episódios recentes de ataques direcionados a mulheres com atuação pública, reacendendo o debate sobre medidas de combate à violência de gênero e à discriminação.

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