Lula pode abrir mão do primeiro debate da campanha presidencial

Equipe avalia participação conforme o cenário eleitoral e teme concentração de ataques

A participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro debate da campanha presidencial, marcado para 16 de agosto, ainda não está definida. Integrantes da campanha avaliam que o petista pode ficar de fora da estreia para evitar uma ofensiva conjunta dos adversários, já que lidera as pesquisas de intenção de voto.

Foto: Ricado Stuckert/PR
Presidente Lula

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estuda a possibilidade de não participar do primeiro debate entre candidatos à Presidência da República, previsto para 16 de agosto. A decisão ainda não foi tomada, mas interlocutores do petista avaliam que sua presença pode favorecer uma estratégia de ataques concentrados por parte dos adversários.

A análise da equipe de campanha é que, por liderar as pesquisas eleitorais e ser o principal representante do campo da esquerda na disputa, Lula tende a ocupar o centro dos confrontos durante o debate. A expectativa é de que candidatos da direita utilizem o encontro para direcionar críticas ao presidente.

Entre os nomes cotados para participar do debate estão Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).

Segundo pessoas envolvidas na campanha, a definição sobre a presença de Lula nos debates será feita individualmente, levando em consideração o momento da disputa, o formato dos eventos e a estratégia eleitoral adotada ao longo da campanha.

Outro fator considerado pela equipe é a coincidência de datas entre o primeiro debate e o lançamento oficial da candidatura do presidente, programado para ocorrer no Estádio Primeiro de Maio, em São Bernardo do Campo (SP), cidade que marcou o início de sua trajetória política.

As discussões ocorrem em um cenário considerado favorável pelo entorno do presidente. Pesquisas recentes indicam Lula na liderança da corrida presidencial, ao mesmo tempo em que registram melhora na avaliação do governo e redução dos índices de rejeição, elementos que influenciam o planejamento da campanha para os principais eventos do período eleitoral.

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