TSE flexibiliza regras para plataformas digitais em ano de eleições de 2026

Nova portaria concentra decisões sobre big techs na Presidência da Corte Eleitoral

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou uma nova portaria que flexibiliza parte das regras aplicadas às plataformas digitais durante o processo eleitoral e concentra na Presidência da Corte decisões relacionadas às grandes empresas de tecnologia. A medida, assinada pelo presidente do tribunal, ministro Kássio Nunes Marques, altera procedimentos adotados em eleições anteriores e redefine a forma como o TSE atuará em demandas envolvendo redes sociais e outras big techs durante a campanha de 2026. 

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Kassion Nunes Marques

Entre as mudanças, a Presidência do TSE passa a concentrar a análise de medidas urgentes relacionadas às plataformas digitais, reduzindo a participação direta de outros ministros em determinadas decisões. Segundo a Corte, a proposta busca tornar mais ágil a resposta a casos envolvendo desinformação, perfis falsos, conteúdos manipulados e outras situações que possam afetar a lisura do processo eleitoral. A iniciativa também ocorre após o tribunal ampliar o diálogo institucional com empresas de tecnologia para estabelecer protocolos conjuntos de atuação durante as eleições. 

A portaria foi recebida com avaliações distintas entre especialistas e representantes do meio político. Enquanto defensores da medida afirmam que a centralização pode acelerar a tomada de decisões e oferecer maior segurança jurídica, críticos apontam que a flexibilização das regras pode reduzir o rigor na fiscalização das plataformas e concentrar excessivo poder decisório na Presidência da Corte. O debate ocorre em um contexto de ampliação das discussões sobre a responsabilização das empresas de tecnologia e o combate à desinformação no ambiente digital. 

As mudanças passam a valer durante o período eleitoral de 2026 e complementam outras iniciativas adotadas pelo TSE para fortalecer a cooperação com as plataformas digitais e empresas de inteligência artificial. O tribunal afirma que continuará responsável por definir os parâmetros jurídicos aplicáveis às eleições, enquanto as empresas deverão manter mecanismos de prevenção contra fraudes, conteúdos manipulados e práticas que possam comprometer a integridade do processo democrático. 

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