O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de uma investigação contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão foi tomada após pedido da Polícia Federal (PF), que pretende apurar a suposta atuação de um grupo investigado por possíveis negócios ilícitos envolvendo órgãos do governo federal.
Os detalhes da apuração estão sob segredo de Justiça e, por esse motivo, não foram divulgados.
Além de autorizar o novo inquérito, Flávio Dino determinou a abertura de outra investigação para identificar o responsável pelo vazamento de informações sigilosas relacionadas ao caso. A medida atendeu a um pedido apresentado pela defesa de Lulinha.
Esta é a terceira investigação envolvendo o empresário na Polícia Federal.
O primeiro inquérito apura suspeitas de tráfico de influência no Ministério da Saúde. A investigação envolve uma empresa do setor de cannabis medicinal interessada em firmar contratos com a pasta. Segundo as apurações, a empresa estaria ligada ao empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. O caso, no entanto, não tem relação com as investigações sobre descontos ilegais em benefícios previdenciários.
O segundo inquérito trata de supostas irregularidades na Dataprev, empresa pública responsável pelo processamento de dados da Previdência Social.
Em nota, os advogados Guilherme Suguimori e Marco Aurélio de Carvalho informaram que receberam a abertura da nova investigação com tranquilidade. Segundo a defesa, o empresário terá a oportunidade de esclarecer todas as questões relacionadas às suas atividades pessoais e profissionais.
Os defensores afirmaram que Lulinha demonstrará não possuir vínculo direto ou indireto com qualquer irregularidade e manifestaram expectativa pelo arquivamento das investigações relacionadas ao caso das fraudes no INSS.
A defesa também informou ter solicitado providências para apurar os vazamentos de informações sigilosas, classificando-os como recorrentes e ilegais. Os advogados ainda sustentaram que setores da Polícia Federal estariam sendo utilizados para atender interesses políticos e eleitorais, comprometendo a imparcialidade das investigações.