Número de candidatos à Câmara cai 20% em relação a 2022

TSE recebeu 7.620 registros para 513 vagas; total ainda pode mudar após análise

A disputa pelas 513 cadeiras da Câmara dos Deputados terá menos candidatos em 2026 do que na eleição anterior. Até o fim do prazo para registro, encerrado no sábado (15), 7.620 pessoas haviam apresentado candidatura ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ante 9.477 em 2022 — uma redução de cerca de 20%.

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Câmara terá menos candidaturas em 2026, segundo registros apresentados ao TSE.

O número ainda não é definitivo. Os pedidos de registro precisam ser analisados pela Justiça Eleitoral, que pode considerar candidatos aptos ou inaptos para a disputa. Em 2022, 1.153 registros foram considerados inaptos.

Considerando os dados atuais, a média é de quase 15 candidatos por vaga na Câmara. A concorrência, porém, varia entre os estados.

O Distrito Federal apresenta a maior relação proporcional, com 164 candidatos para oito vagas, ou cerca de 21 concorrentes por cadeira. No Amapá, são 89 candidatos para as mesmas oito vagas, o equivalente a aproximadamente 11 por vaga.

Perfil das candidaturas

Os registros também mostram mudanças no perfil dos candidatos em comparação com 2022. A participação feminina subiu de 35% para 37%.

A parcela de candidatos com ensino superior passou de 68% para 71%. Também aumentou o número de candidaturas indígenas, de 50 para 75.

Entre candidatos transgênero, foram registrados 24 nomes em 2026, contra 19 na eleição anterior.

Menos deputados tentam permanecer na Câmara

Entre os 513 deputados em exercício, 437 disputam a reeleição neste ano. Em 2022, eram 448 parlamentares buscando permanecer no cargo.

Também aumentou o número de deputados que decidiram concorrer às assembleias legislativas estaduais, de seis para 11.

Outros parlamentares optaram por disputar diferentes cargos. Cinco concorrem aos governos estaduais, um à vice-presidência, um à vice-governadoria e três ao cargo de primeiro suplente de senador. Outros 13 não disputam nenhuma eleição neste ano.

Número de partidos também diminuiu

A redução na quantidade de candidaturas ocorre em um cenário de menor fragmentação partidária. Entre as mudanças que contribuíram para isso estão o fim das coligações nas eleições proporcionais e a criação de regras relacionadas ao acesso dos partidos a recursos e à representação no Congresso.

Uma alteração na Lei das Eleições aprovada em 2021 também limitou o número de candidatos que cada legenda pode registrar. Atualmente, cada partido pode lançar até 100% do número de vagas disponíveis no estado mais uma candidatura.

Em São Paulo, por exemplo, o limite é de 71 candidatos por legenda. No Distrito Federal e em estados com menor número de cadeiras, cada partido pode registrar até nove nomes.

O Brasil tem atualmente 30 partidos, dos quais 22 possuem representantes na Câmara. Em 2018, eram 36 legendas, sendo que 30 delas elegeram deputados federais.

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