O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sinalizou a aliados que deve adiar para depois das eleições a votação em plenário da PEC que propõe mudanças na escala de trabalho 6x1.
A previsão é que o senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da proposta, apresente seu parecer até o fim desta semana. A expectativa é que o texto seja analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na próxima semana.
Após a apresentação do relatório, o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), deverá conceder um pedido de vista, com prazo que pode variar de uma a 24 horas. Encerrado o período, a proposta poderá ser colocada em votação na comissão.
Mesmo com a possível aprovação na CCJ, Alcolumbre não deve encaminhar imediatamente a PEC ao plenário. A oposição é contrária à proposta, e o presidente do Senado busca apoio para uma eventual reeleição ao comando da Casa em 2027.
Segundo a sinalização feita pelo senador a aliados, a decisão sobre levar a PEC ao plenário ficaria condicionada ao resultado da eleição presidencial. Caso Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja reeleito, a tendência seria pautar a proposta; se Flávio Bolsonaro (PL) vencer, Alcolumbre deverá adiar a votação.
Um parlamentar que acompanha de perto a tramitação, porém, demonstrou preocupação de que a sinalização não seja cumprida.
A assessoria de Alcolumbre foi procurada para esclarecer quando o presidente do Senado pretende colocar a PEC em votação no plenário, mas não respondeu.