Direita protesta contra Moraes, e esquerda leva pauta trabalhista às ruas

Atos ocorreram em paralelo ao desfile de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios

Manifestações de grupos de direita e de esquerda ocorreram nesta segunda-feira (7), em Brasília, paralelamente ao desfile cívico-militar de 7 de Setembro. Os atos tiveram pautas distintas: enquanto movimentos de direita concentraram críticas no ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e no presidente Luiz Inácio Lula da Silva, grupos de esquerda defenderam o fim da escala de trabalho 6x1 e pautas relacionadas aos direitos das mulheres.

Foto: REUTERS/Ricardo Moraes
Esplanada dos Ministérios recebeu o desfile oficial enquanto manifestações políticas ocorriam em outras áreas de Brasília.

Um dos atos da direita foi realizado nas proximidades do Banco Central e contou com caminhada pelo Eixão. A mobilização foi convocada pelo Novo e reuniu candidatos da legenda ao Senado, à Vice-Presidência da República e ao governo do Distrito Federal.

Os participantes pediram o impeachment de Moraes e de Lula e também defenderam a atuação do ministro André Mendonça no caso envolvendo o Banco Master. Outro tema presente nos discursos foi a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.

Mobilização na Funarte

Outro grupo ligado à direita se reuniu na Funarte, na região central de Brasília. O ato contou com apoiadores e candidatos do Partido Liberal à Câmara dos Deputados e à Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Durante cerca de duas horas, manifestantes fizeram críticas a Lula e Moraes. Discursos também destacaram o trabalho de Mendonça no caso Banco Master e defenderam medidas de combate à corrupção.

As manifestações ocorreram em meio à crise entre ministros do STF, após o avanço de investigações relacionadas a Moraes e ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Grito dos Excluídos

A esquerda realizou a 32ª edição do Grito dos Excluídos na Praça Zumbi dos Palmares, no Conic. O ato começou pela manhã e teve como tema “Mulheres Vivas e Soberania”.

A mobilização reuniu organizações populares, representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), integrantes do coletivo Mulheres do Sol e lideranças religiosas.

Entre as principais reivindicações estiveram o fim da escala 6x1, o combate ao feminicídio, a proteção de crianças e os direitos dos povos indígenas. Os participantes também abordaram a situação do Banco de Brasília (BRB), as investigações envolvendo o Banco Master e a crise entre ministros do Supremo.

Os discursos ainda fizeram críticas à administração do Distrito Federal e ao senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República.

Desfile de 7 de Setembro

As manifestações ocorreram enquanto autoridades participavam do desfile cívico-militar na Esplanada dos Ministérios. O evento contou com a presença do presidente Lula, do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do presidente do STF, Edson Fachin.

Também participaram ministros, chefes de polícias e autoridades militares.

O desfile teve três eixos temáticos: soberania e união nacional; proteção de meninas e mulheres; e a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil.

A presença conjunta dos chefes dos Três Poderes ocorreu em um momento de tensão no Judiciário. Segundo informações divulgadas pela CNN, Lula atuou para garantir a participação de Fachin e Alcolumbre na cerimônia.

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