Direita amplia força nas urnas e Lula registra pior votação desde 1998

19 candidatos de direita foram eleitos para o Senado na noite deste domingo (4)

A eleição presidencial de 2026 terminou o primeiro turno com avanço do campo político de direita e uma mudança importante na composição do Congresso Nacional. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terminou a primeira etapa da disputa atrás de Flávio Bolsonaro (PL), que obteve a maior votação.

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Lula 

Segundo levantamento do TSE, Lula recebeu cerca de 3,4 milhões de votos a menos do que no primeiro turno de 2022. O desempenho também representou a menor votação percentual do petista em um primeiro turno desde 1998. 

O resultado presidencial ocorreu paralelamente ao crescimento do PL no Senado. A legenda elegeu 19 dos 54 senadores que estavam em disputa neste ano e deverá formar a maior bancada da Casa a partir de 2027. 

O avanço da direita também apareceu nas disputas estaduais e nas eleições para o Congresso. Nomes ligados ao bolsonarismo ampliaram espaço no Senado, enquanto candidatos governistas e aliados do presidente foram derrotados em estados importantes. 

Entre os principais reveses para o grupo de Lula estão as derrotas de Gleisi Hoffmann (PT), no Paraná, e Randolfe Rodrigues (PT), no Amapá. No Piauí, Ciro Nogueira (PP) também não conseguiu renovar o mandato de senador, sendo superado por Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD). 

O resultado do primeiro turno ainda deixa aberta a disputa pela Presidência, que seguirá para a segunda etapa. A votação também estabeleceu uma nova configuração do Congresso, com maior presença de partidos de direita, cenário que deverá influenciar as articulações políticas para o próximo mandato presidencial.

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