Piauí recebe R$ 3,1 milhões para modernizar hemocentros

Investimento do Ministério da Saúde leva equipamentos a quatro cidades e fortalece o SUS

O Piauí será contemplado com um investimento de R$ 3,1 milhões do Ministério da Saúde para a modernização da hemorrede pública estadual. O recurso viabiliza a aquisição de 23 equipamentos de alta tecnologia destinados a qualificar os serviços de hemoterapia nos municípios de Teresina, Parnaíba, Picos e Floriano.

Foto: Ascom hemopi
Piauí recebe R$ 3,1 milhões para modernizar hemocentros

A iniciativa integra uma ação nacional que prevê a entrega de 604 equipamentos a hemocentros de todo o país. O objetivo é ampliar a capacidade de aproveitamento do plasma coletado por meio de doações voluntárias e reduzir a dependência brasileira da importação de medicamentos hemoderivados. Segundo o Ministério da Saúde, a modernização deve gerar um aumento inicial de 30% no aproveitamento do plasma, com economia estimada em R$ 260 milhões por ano aos cofres federais.

No Piauí, os novos equipamentos irão reforçar a estrutura do Hemocentro do Estado (Hemopi), responsável pelo armazenamento e processamento do plasma que é encaminhado à Hemobrás, empresa pública encarregada da produção de medicamentos essenciais para o SUS.

“O investimento representa um avanço importante para todas as unidades do Hemopi. A modernização amplia nossa capacidade de armazenamento do plasma e fortalece a produção de insumos estratégicos, como imunoglobulina, albumina e fatores de coagulação”, afirma o diretor-geral do Hemopi, Rafael Alencar. Segundo ele, os medicamentos são fundamentais para o tratamento de pacientes com hemofilia e doenças imunológicas, além de serem amplamente utilizados em procedimentos cirúrgicos de grande porte.

Atualmente, apenas 13% do plasma coletado no Brasil é destinado a transfusões, enquanto 87% ainda pode ser aproveitado na produção de hemoderivados. A limitação está diretamente relacionada à capacidade de armazenamento e processamento, o que torna a modernização da infraestrutura um passo decisivo para ampliar a autonomia do país no setor.

Para pacientes como o estudante universitário José Vitório Lemos, diagnosticado com hemofilia tipo A, o fortalecimento da produção nacional representa mais segurança e continuidade no tratamento. Ele utiliza regularmente o fator de coagulação fornecido pelo SUS. “A profilaxia me permite levar uma vida normal. Ter acesso a esse tratamento de forma contínua é essencial”, relata.

A modernização da hemorrede está alinhada à estratégia do Ministério da Saúde de garantir mais eficiência, qualidade e segurança no manejo dos hemocomponentes em todo o território nacional. No Piauí, a medida amplia a capacidade de resposta do sistema público de saúde e consolida o Hemopi como peça-chave na política nacional de sangue e hemoderivados

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