OpenAI lança sistema de IA voltado à segurança cibernética

Plataforma Daybreak atua na detecção e correção de falhas digitais.

A OpenAI anunciou nesta semana o lançamento do Daybreak, um conjunto de sistemas de inteligência artificial desenvolvido para atuar na área de segurança cibernética. A nova plataforma foi criada para auxiliar empresas e organizações na identificação, análise e resposta a vulnerabilidades em ambientes digitais.

Foto: Chris Ried/Unsplash
Inteligência artificial

Segundo a empresa responsável pelo ChatGPT, o Daybreak funciona como um “hacker ético”, simulando técnicas usadas em ataques virtuais para testar a resistência de sistemas de maneira controlada e defensiva.

O sistema reúne diferentes módulos de inteligência artificial capazes de mapear possíveis superfícies de ataque, identificar falhas, validar riscos e priorizar vulnerabilidades consideradas mais críticas. A proposta é integrar todas as etapas da segurança digital em um fluxo contínuo de monitoramento e resposta.

Entre as ferramentas utilizadas pelo Daybreak está o Codex Security, lançado pela OpenAI em março deste ano. O recurso atua como um engenheiro de segurança automatizado, auxiliando na análise técnica e na correção de problemas encontrados em redes e plataformas digitais.

A plataforma também utiliza o ChatGPT-5.5 para processamento e interpretação rápida das informações recebidas, além de softwares voltados à validação e aplicação de correções em sistemas vulneráveis.

De acordo com a OpenAI, o diferencial do Daybreak está na capacidade de gerenciar todo o ciclo de segurança cibernética, desde a identificação da falha até a auditoria das medidas aplicadas para solucioná-la.

O lançamento ocorre poucas semanas após a Anthropic anunciar o Claude Mythos, uma inteligência artificial desenvolvida para encontrar vulnerabilidades digitais do tipo “zero-day”. Diferentemente do Daybreak, o sistema da Anthropic não foi disponibilizado publicamente por questões de segurança.

A OpenAI informou ainda que vem trabalhando em parceria com empresas e órgãos públicos para ampliar o uso de ferramentas de inteligência artificial voltadas à proteção digital. A empresa também confirmou que pretende disponibilizar, de forma gradual, modelos mais avançados para aplicações em segurança cibernética.

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