Temos assistido atônitos o drama mórbido no sistema de educação de nossas instituições de ensino, desde o grau superior até as escolas de ensino fundamental.
Em um passado não muito distante, as escolas eram a continuação de nossas casas, filhos entregues na maior segurança, aonde permeava o respeito absoluto aos professores e alunos numa comunhão de paz, fraternidade, entrosamento e amores recíprocos.
Hoje, vivenciamos uma completa inversão de valores, alunos e professores em atritos constantes quer no aspecto das relações humanas interpessoais ou até mesmo ideológicos.
Aqui em nosso país está se tornando contumaz esses atos reprováveis de violências físicas e psicológicas entre alunos, mestres e funcionários que atuam nesses estabelecimentos.
Numa esteira de acontecimentos que se sucedem quase continuamente, um pré-adolescente de 13 anos, olhem que incrível, esfaqueou e assassinou uma septuagenária de 71 anos, Elizabeth Pereiro, deixando outra professora em estado gravíssimo e demais colegas feridos!
Pergunta-se: O que está acontecendo como essa sociedade adoecida cujos males se assomam a cada dia, se repetem e não encontramos soluções para este mal social?
Falta primeiro a construção definida de uma família contextualizada dentro dos princípios morais, religiosos, educacionais, com pais presentes diuturnamente na criação de seus filhos, com horários pré estabelecidos para suas tarefas escolares, leituras, cursos, atendimento psicológico, se detectado alguma alteração comportamental, “desmamando” essas crianças das redes sociais, princípio e fim no aprendizado de todas essas mazelas que circundam a família. A autoridade paterna e materna é necessária para evolução familiar, nunca deveremos abdicar de nossas responsabilidades junto aos filhos, nossa autoridade exercida no respeito mútuo,necessário e obrigatório.
Na escola, obtemos a instrução, nas nossas famílias , a educação . A família jamais poderá ser substituída na formação de nossa juventude, porque essa servirá de joguetes nas mãos dos irresponsáveis que grassam fisicamente dentro de nosso meio ou ocultamente nos caminhos tortuosos das redes sociais .
As escolas devem monitorar seus alunos, quando detectados distorcidas formas de convívio no meio escolar , através de psicólogos ou de uma simples observação que escape ao hábito regular.
Poderíamos pensar em detector de metais nas entradas escolares , examinando mochilas ou outro qualquer apetrecho levado pelos alunos . As escolas públicas ou privadas deveriam ter seu próprio serviço de segurança , já que estamos a “ perder o fio da meada “ , por falta de uma política educativa mais subsistente .
Essas redes socais, mediante um fato reprovável desse tipo, são usadas, como foram por este adolescente para fazer a visualização de seus instintos os mais vis.
Esses acontecimentos se generalizam pelo mundo inteiro, até mesmo nos países mais desenvolvidos , mas o que comprova que a violência se esparge não escolhendo classe social alguma , numa falência dos costumes globalizados .
Vamos refletir , repensar nossas famílias , essas redes sociais que se transformam em verdadeiros gatilhos para a multiplicação desses atos criminosos seja quais forem os vieses que possamos enfrentar ! Que evitem replicar esses acontecimentos reprováveis , criminosos , nas redes sociais , porque assim o fazendo, estamos a alimentar mentes insanas.
Essa tragédia inominável aconteceu enquanto a educadora fazia a chamada dos alunos presentes , sendo traiçoeiramente esfaqueada pelas costas e em ato contínuo uma outra professora e alunos que estavam naquele ambiente, o que se admitia o mais seguro de todos. O pré - adolescente só não cometeu mais crimes porque foi contido por uma professora de Educação Física, numa escola pública municipal do Estado mais importante de nossa federação, o Estado de São Paulo. Estes atos contínuos fazem-nos repensar com urgência na mudança da maioridade penal fixando-se pelo menos para 14 anos, como é regra em muitos países europeus, dentre os quais a Alemanha. Na Inglaterra , a maioridade penal se circunscreve aos 10 anos de idade. Nosso país continua com 18 anos numa frouxidão inigualável em relação há muitos países do mundo.
Adormece em berço esplêndido um projeto de lei nos escaninhos de nosso Congresso Nacional, sem que solução alguma seja definida numa matéria de interesse da sociedade brasileira, vindo à tona somente ao que interessa aos mandatários de plantão nessa nossa República.
Congresso das Mulheres Policiais acontece hoje em Teresina
Em comemoração ao mês da mulher, a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) promove hoje o primeiro Congresso das Mulheres Policiais, das 08h às 18h, no Gran Hotel Arrey, em Teresina. O evento tem o objetivo de promover a integração e a valorização das mulheres que atuam nas forças de segurança em todo o Estado.
Durante o Congresso, serão debatidos temas como empoderamento feminino, desenvolvimento de liderança, saúde mental, autocuidado, entre outros. A coronel do quadro de Combatentes do Corpo de Bombeiros Cristiane Simões, de Brasília, promoverá a palestra de abertura do evento. Além disso, cerca de vinte mulheres serão homenageadas pela SSP-PI por sua contribuição à segurança do Estado.
O evento tem como público-alvo agentes de segurança da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Penal, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Guarda Municipal de Teresina e Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito - Strans.
“Será um momento para que as mulheres policiais possam desenvolver as habilidades necessárias para o aprimoramento da atuação profissional, mas também de desenvolvimento pessoal. Nosso intuito é promover um dia de integração e conhecimento”, comenta a delegada Bruna Fontenele, coordenadora do Departamento Estadual de Proteção à Mulher.
Confira a programação:
07h – Credenciamento
08h - Solenidade de abertura e Homenagem às Mulheres da Segurança
09h - Palestra: Empoderamento feminino
Palestrante: Cristiane Simões, Coronel do Quadro de Combatentes do Corpo de Bombeiros
10h - Coffee Break no local
10h50 - Roda de Conversa: Seja líder de si
Palestrantes: Karine Barros, advogada especialista em gestão de pessoas; Selene Barros, mentora especialista marketing e growth
Mediadora: Delegada Carla Brizzi
12h - Almoço no local do evento
13h50 - Roda de Conversa: A saúde mental na Segurança Pública: quem protege também precisa de cuidados
Palestrantes: Ravena Costa, psicóloga com pós-graduação em psicopedagogia, ansiedade e depressão; Amanda Veras, psicóloga clínica, escritora e fundadora do Instituto VOP
Mediadora: Inara Sena, gerente de saúde da SSP-PI
15h - Palestra: Saúde, bem-estar e autocuidado
Palestrantes: Fátima Souza, referência na área da beleza feminina e proprietária do Beleza&Cia; Beatriz Meneses, Consultora de imagem pessoal e corporal
16h10 - Coffee Break no local do evento
17h - Show de Humor com Piauilina, humorista e apresentadora, e sorteio de brindes
18h - Encerramento