Ultraprocessados: Um Problema Global de Saúde; Teresina: UTIs do SUS

Levantamento em 93 países mostra que o consumo aumentou em 91

Ultraprocessados já são quase um quarto da alimentação dos brasileiros

Um Problema Global de Saúde

Um estudo recente publicado na revista Lancet revela que o consumo de ultraprocessados aumentou significativamente em todo o mundo, representando quase um quarto da alimentação dos brasileiros. A pesquisa, liderada por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), analisou dados de 93 países e constatou que o consumo de ultraprocessados está reestruturando as dietas globais.

Aumento do Consumo:

- O consumo de ultraprocessados mais que dobrou no Brasil desde os anos 80, passando de 10% para 23%.

- Em 30 anos, o consumo triplicou na Espanha e na Coreia do Norte.

- A Argentina registrou um aumento de 19% para 29% no mesmo período.

Impacto na Saúde:

- O estudo associou o consumo de ultraprocessados a um risco aumentado de doenças crônicas, como câncer, doenças cardiovasculares e metabólicas.

- Os pesquisadores alertam que a substituição de padrões alimentares tradicionais por ultraprocessados é um fator central no aumento global da carga de doenças crônicas relacionadas à alimentação.

Recomendações:

- Os pesquisadores propõem medidas para reduzir o consumo de ultraprocessados, incluindo:

- Rotulagem clara dos aditivos usados nos alimentos.

- Proibição de ultraprocessados em instituições públicas.

- Restrições à publicidade de ultraprocessados, especialmente para crianças.

- Aumento da disponibilidade de alimentos frescos e minimamente processados.

Responsabilidade Corporativa:

- O estudo destaca a responsabilidade das grandes corporações globais na promoção de dietas não saudáveis.

- As empresas utilizam ingredientes baratos e métodos industriais para reduzir custos e impulsionam o consumo com marketing agressivo e designs atraentes.

Teresina Integrará Rede Nacional de Hospitais Inteligentes e UTIs Automatizadas do SUS

UTIs do SUS

O Ministério da Saúde anunciou que Teresina será uma das cidades integradas à rede nacional de hospitais e serviços de saúde inteligentes do Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa visa modernizar os atendimentos e reduzir o tempo de espera nas emergências com o uso de inteligência artificial e tecnologia avançada.

Objetivos:

- Criar uma estrutura moderna de medicina de alta precisão com tecnologia voltada à eficiência e humanização do atendimento.

- Implantar 14 Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) automatizadas em 13 estados brasileiros, incluindo o Piauí.

- Modernizar oito unidades hospitalares em todo o país em parceria com universidades e secretarias de saúde.

Tecnologias:

- Utilização de inteligência artificial para agilizar atendimentos e reduzir o tempo de espera nas emergências.

- Monitoramento contínuo e integração entre equipamentos e sistemas de informação.

- Apoio a decisões clínicas e otimização de avaliações.

Benefícios:

- Redução do tempo de espera nas emergências.

- Melhoria da eficiência e humanização do atendimento.

- Troca de conhecimento entre especialistas em diferentes regiões.

Participantes:

- Além de Teresina, outras 12 cidades participarão do projeto, incluindo Manaus, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Brasília.

Fonte: Agência Brasil

Leia também