TRE-PI: Veja perfil do eleitorado; Aumenta numero de feminicídios

O levantamento reúne informações atualizadas e auto declaratórias feitas a partir do cadastro eleitoral.

Conheça o perfil do eleitorado piauiense para as Eleições 2026

TRE-PI

O Piauí tem 2.708.160 eleitores e eleitoras aptos a votar no primeiro turno das Eleições 2026, que acontece no dia 4 de outubro. Dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam uma diversidade expressiva no eleitorado piauiense, com aumento na representatividade dos cidadãos em relação ao gênero, raça, cor e deficiência.

Diante disso, o Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) divulga dados importantes sobre o perfil do eleitorado no estado. Informações atualizadas e autodeclaratórias feitas a partir do cadastro eleitoral, e que retrata a diversidade das pessoas que poderão comparecer às urnas no pleito deste ano.

Perfil do eleitorado piauiense para as Eleições 2026

Quilombolas

Nas Eleições de 2026, o Piauí registrou aumento na representatividade de eleitoras e eleitoras quilombolas no cadastro eleitoral. Conforme levantamento da Justiça Eleitoral, 3.491 quilombolas estão aptos a votar no pleito deste ano, número que representa um crescimento expressivo do grupo.

Comparado ao ano de 2024, quando os quilombolas representaram apenas 1.917 do eleitorado piauiense, houve aumento de 1.574 do eleitorado de eleitoras e eleitores deste grupo, o que corresponde a um crescimento de 82,11%.

Entre os 224 municípios piauienses, a cidade de Isaías Coelho apresentou o maior número do eleitorado quilombola do Piauí, com 230 cidadãos aptos a votar. Em segundo lugar está a cidade de Campo Largo do Piauí (142), seguido de São João da Varjota (121).

Eleitorado indígena

As estatísticas eleitorais também indicaram aumento expressivo na representatividade de indígenas no perfil do eleitorado piauiense. Em 2026, o número de indígenas aptos a vota é de 868, o equivalente ao dobro do registrado nas Eleições 2024. Essa variação corresponde a um crescimento de 53,3%.

Cor e gênero

Do total de 2.708.160 eleitores e eleitoras que poderão comparecer às urnas nas Eleições 2026 no Piauí, 1.400.770 são do gênero feminino, o equivalente a 52% do total no estado.

Em relação à cor/raça, 434.217 eleitoras e eleitores piauienses se autodeclararam pardos, 108.593 se autodeclararam brancos e 72.374, pretos e 5.492 amarelas.

Identidade de gênero

Cerca de 22,9% do eleitorado piauiense, o que corresponde a 621.545 eleitores e eleitoras, informaram sua identidade de gênero. Desse total, 561.105 se autodeclararam cisgênero, enquanto 1.061 se identificam como transgênero. O restante dos cidadãos, 59.379, preferiram não informar.

Pessoas com deficiência

O eleitorado piauiense também apresenta um número expressivo de eleitoras e eleitores com deficiência, 34.375. Dentro desse cenário há diferentes tipos de deficiências, como: deficiência de locomoção (9.415), deficiência visual (8.223), deficiência auditiva (3.434), dificuldade para o exercício do voto (658) e outros

Mortes violentas caem 8,2% no país em 2025; feminicídios aumentam 4%

Feminicídio

A 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgada nesta quinta-feira (23), mostra que o número de mortes violentas intencionais (MVI) no Brasil caiu de 20,6 casos por 100 mil habitantes em 2024, para 19,1 casos por 100 mil habitantes, em 2025 – uma diminuição de 8,2%.

Esse é o menor patamar registrado desde 2012, quando o índice começou a ser medido. Em números absolutos, foram registradas 40.775 mortes violentas intencionais no ano passado ante 44.127 em 2024.

A categoria MVI inclui homicídio doloso, feminicídio, roubo seguidos de morte (latrocínio), lesão corporal seguida de morte, morte decorrente de intervenções policiais e morte de policiais em serviço e fora do horário de trabalho. 

Em 2025, foi a primeira vez que a categoria MVI ficou abaixo de 20 mortes por 100 mil habitantes no país. Em 2012, essa taxa era de 27,7 por 100 mil habitantes.

No último ano, registraram queda os crimes de homicídio doloso (queda de 10%), latrocínio (-17%) e lesão corporal seguida de morte (-15,2%). Os dados mostram, no entanto, que as mortes por intervenção policial e os feminicídios subiram 5,4% e 4%, respectivamente.

Apesar da queda na média nacional das MVI, sete unidades da federação tiveram alta em comparação com os dados do ano anterior: Rio Grande do Norte (19,6%), Rondônia (7,5%), Acre (6,3%), Roraima (5,8%), Distrito Federal (5,8%), Mato Grosso do Sul (4,9%) e Rio de Janeiro (2,1%).

De acordo com o relatório, os demais estados apresentaram reduções nas MVI: Amazonas (-32,5%), Rio Grande do Sul (-25,7%), Mato Grosso (-23,2%), Piauí (-15,7%), Paraná (-15,5%), Minas Gerais (-14,2%), Goiás (-12,7%), Santa Catarina (-11,1%), Bahia (-9,6%), Pernambuco (-9,3%), Espírito Santo (-8,4%). Ceará (-7,5%), Alagoas (-6,6%), Amapá (-5,9%), Paraíba (-3,9%) São Paulo (-3,9%), Pará (-3,7%), Sergipe (-3%), Tocantins (-2,2%), e Maranhão (-2,2%).

Feminicídios

Em 2025, os registros do Anuário de Segurança Pública mostram que 44,4% das mulheres assassinadas no país foram mortas por razões de gênero – o maior percentual desde quando o feminicídio entrou para o Código Penal brasileiro, em 2015.

Em números absolutos, no último ano, 1.571 mulheres foram vítimas de feminicídio, ou 4,3 mortes por dia. O resultado representa uma taxa nacional de 1,4 vítimas por grupo de 100 mil mulheres (alta de 4% em relação a 2024).

As tentativas de feminicídio, segundo o Anuário, também continuaram a crescer em 2025. Foram 4.189 mulheres sobreviventes, um aumento de 5,9% em relação a 2024, ou seja, para cada feminicídio consumado registrado no país em 2025 houve quase três tentativas.

Segundo a publicação, considerando conjuntamente os feminicídios consumados e tentados, as regiões Centro-Oeste e Norte apresentaram as maiores taxas do país, com 9,8 e 8 vítimas por 100 mil mulheres, respectivamente.

Já as regiões Sudeste (4,2), Nordeste (4,8) e Sul (5,2) registraram menores níveis de violência letal de gênero consumada e tentada.

Fonte: TRE-PI / Agência Brasil

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