FMS - Mutirão do câncer do colo de útero hoje; Sintomas câncer cabeça

Ação será realizada em 24 UBS da capital
UBS

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) inicia nesta segunda-feira (27) um mutirão para ampliar o acesso ao exame DNA-HPV em Teresina. A iniciativa será realizada nos dias 27, 28 e 29 de julho e 3, 4 e 5 de agosto, em 24 Unidades Básicas de Saúde (UBS) distribuídas pelas quatro zonas da capital.

O exame é utilizado para identificar a presença do papilomavírus humano (HPV), especialmente os tipos 16 e 18, considerados de alto risco por estarem associados ao desenvolvimento de lesões precursoras que, quando não tratadas, podem evoluir para o câncer do colo do útero.

UBS do Buenos Aires será um dos locais de aplicação do exame que deteecta o HPV.

O público-alvo da ação são mulheres de 25 a 64 anos que nunca realizaram o exame citológico (Papanicolau) ou que fizeram o procedimento há mais de três anos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O agendamento deve ser realizado diretamente nas UBS participantes entre os dias 21 e 24 de julho.

Caso o resultado do exame identifique os tipos oncogênicos 16 e 18 do HPV, a paciente será encaminhada para investigação diagnóstica em serviço especializado. Se o resultado for negativo, a recomendação é repetir o exame apenas após cinco anos. Nos casos em que forem detectados outros tipos de HPV de alto risco, será realizada uma citologia reflexa. Se forem constatadas alterações celulares, a paciente também será encaminhada para acompanhamento especializado.

Segundo a Coordenação da Fundação  a implantação do exame representa um avanço importante para a rede pública municipal. "Estamos ampliando o acesso das mulheres a um exame moderno e eficaz, capaz de identificar precocemente o HPV e reduzir os riscos de desenvolvimento do câncer do colo do útero", destacou.

Teresina conta com exame DNA-HPV

A implantação do exame DNA-HPV representa um novo passo na prevenção e no cuidado com a saúde da mulher em Teresina. A tecnologia permite identificar precocemente os tipos de HPV de alto risco, especialmente os tipos 16 e 18, responsáveis pela maioria dos casos de câncer do colo do útero, possibilitando diagnóstico e acompanhamento mais rápidos.

Nesta fase inicial, o exame será priorizado para mulheres de 30 a 49 anos que nunca realizaram o exame preventivo ou que estão há mais de três anos sem fazer a citologia.

O DNA-HPV já está disponível em 24 Unidades Básicas de Saúde distribuídas por todas as regiões da cidade, fortalecendo as ações de prevenção e rastreamento da doença na rede municipal.

UBS participantes do mutirão:

Zona Norte

Buenos Aires; Cecy Fortes; Codipi; Jacinta 1; Nova Teresina

Zona Sul

Promorar; Irmã Dulce; Santa Clara; Cristo Rei, Teresina Sul

Zona Leste

Anita Ferraz; Mama Mia; Piçarreira (serviços remanejados para a UBS Santa Isabel);

Planalto Uruguai; Santa Bárbara; Satélite; Vila do Avião

Zona Sudeste

Boquinha; Atalaia; Taboca; Estaca Zero; Carlos Alberto; Renascença; Alto da Ressurreição

Veja sintomas de câncer de cabeça e pescoço em crianças e adolescentes

Foto: Magnific

Em 27 de julho, é celebrado o Dia Mundial da Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço. A data integra a campanha Julho Verde e reforça a importância da informação sobre tumores que podem atingir regiões como boca, língua, faringe, laringe e tireoide. É importante ressaltar que os tumores de sistema nervoso central (cérebro), por sua importância e frequência, são abordados separadamente e de forma especial. Embora seja considerado o quinto tipo de câncer com maior incidência no Brasil e ocorra principalmente em adultos, o tumor também pode comprometer crianças e adolescentes.

“Nós recebemos crianças e adolescentes com tumores muito extensos, comprometendo a respiração, audição, deglutição e visão. Se identificados e tratados precocemente, as chances de cura são muito boas. No caso do rabdomiossarcoma de órbita, por exemplo, elas podem chegar a 90%”, diz Dra. Eliana Caran, oncologista pediátrica do Hospital do GRAACC.

“Nas crianças, o câncer de cabeça e pescoço tem como fatores predisponentes eventos genéticos. Diferentemente dos adultos, os fatores externos têm pouca influência. Em adolescentes, alguns fatores de risco, como infecção crônica por certos vírus, incluindo HIV, Epstein-Barr e HPV, têm sido implicados na patogênese do tumor”, explica a médica. Para o diagnóstico precoce, é preciso ficar atento a alguns sintomas. “O quadro clínico depende da localização do tumor, que pode levar ao aumento de linfonodos no pescoço, obstrução nasal, como uma sinusite que não melhora, sendo que a criança começa a dormir com dificuldade e roncar à noite. Muitas vezes, sai secreção sanguinolenta do ouvido ou nariz. Há, até mesmo, casos de estrabismo”, revela Dra. Eliana.

Em crianças e adolescentes, os tumores benignos são os mais frequentes: linfonodos reacionais, hemangiomas, linfangiomas, cistos do ducto tireoglosso, cistos branquiais, infecções, entre outros. A oncologista pediátrica afirma que os tumores malignos são muito raros nesta faixa etária, sendo que os mais comuns são os linfomas, carcinoma de rinofaringe, rabdomiossarcoma e, mais raramente, carcinoma de tireoide e glândulas salivares.

Esses pacientes exigem um tratamento complexo porque, além do tumor, existem questões estéticas e funcionais, como o comprometimento da alimentação e respiração. Para tratá-los e acolhê-los e a suas famílias de forma integral, é necessário uma equipe multiprofissional envolvendo oncologistas pediátricos, cirurgiões, odontólogos, radioterapeutas, radiologistas, fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos, entre outros profissionais.

"O mais importante é que pais e responsáveis fiquem atentos aos sinais e sintomas persistentes. Quanto mais cedo a criança ou o adolescente chega ao especialista, maiores são as possibilidades de um tratamento menos agressivo e com melhores resultados", finaliza a Dra. Eliana.

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