O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que declara Alfredo da Rocha Vianna Filho, o Pixinguinha, e Lupicínio Rodrigues como patronos oficiais da Música Popular Brasileira (MPB). A decisão foi publicada nesta sexta-feira (12) no Diário Oficial da União.
Segundo a norma, o título de patrono é concedido a brasileiros falecidos há pelo menos dez anos que tenham se destacado por contribuição excepcional ou dedicação notável ao segmento cultural ou social em questão.
Lupicínio Rodrigues
Nascido em Porto Alegre em 1914, Lupicínio Rodrigues é considerado o criador do estilo “dor-de-cotovelo”, marcado por composições sobre desilusões amorosas com forte carga poética. Entre suas obras estão clássicos como Felicidade, Nervos de Aço e Se acaso você chegasse, interpretados por artistas de diferentes gerações.
Aos 14 anos compôs sua primeira música, Carnaval. Em 1953, escreveu o hino oficial do Grêmio, clube do coração. Ao longo da vida, produziu cerca de 150 canções, mantendo-se ligado ao Rio Grande do Sul, estado onde viveu até sua morte em 1974, aos 59 anos.
Pixinguinha
Alfredo da Rocha Vianna Filho, conhecido como Pixinguinha, nasceu no Rio de Janeiro em 1897 e é considerado um dos maiores expoentes da música brasileira. Flautista, saxofonista e maestro, foi fundamental para a consolidação do choro, estilo que ganhou novas formas com suas melodias elaboradas e arranjos sofisticados.
Entre suas composições mais conhecidas estão Carinhoso, Rosa e Lamentos. Pixinguinha também atuou no grupo Os Oito Batutas, levando o choro a palcos nacionais e internacionais, além de trabalhar como arranjador na RCA Victor e produzir trilhas para cinema. Faleceu em 1974, mas sua obra segue influenciando músicos até hoje.
O reconhecimento oficial reforça o papel de Lupicínio e Pixinguinha na construção da identidade musical brasileira, consolidando seus nomes como referências permanentes da MPB.