“Liberdade é verbo: escritas de oficina” será lançado no SALIPI

Obra organizada por Jeanete Fortes e Marleide Lins

A obra, organizada pela escritora e defensora pública, Jeanete Fortes, e a escritora, Marleide Lins, com autoria de mulheres privadas de liberdade, será lançada no SALIPI, no ESPAÇO, LETRAS E EXPRESSÕES, dia 10 de junho, às 19h.

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As autoras, mulheres privadas,  participarão da mesa temática, lançamento e autógrafos. As mesmas recebem a metade do valor de capa (50%) da venda dos livros.

A coletânea de contos “LIBERDADE É VERBO” se tornou livro a partir da oficina de escrita literária ministrada por Marleide Lins, para mulheres da Unidade Prisional de Reintegração Social Feminina de Timon, sob a coordenação de Jeanete Fortes. A Avant Garde Edições e a Edições Vozes da Defensoria (Defensoria Pública - MA) assinam a edição da obra.

Em mesa intitulada “Liberdade é verbo: escrevivências de mulheres privadas de liberdade”, composta pelas organizadoras da obra e por Madalena Nunes, da Frente popular de mulheres do Piauí, e Iago Probo, filósofo e analista jurídico, será promovido um diálogo sobre literatura e espaço prisionais e sobre o projeto de incentivo à leitura para mulheres privadas de liberdade.

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Escritora Marleide Lins

O que se propõe visa construir “um espaço de liberdade e protagonismo” pela literatura, por meio da sensibilização e da produção literária. A ação não visa apenas à remição de pena, mas se apresenta como um meio de autoconstrução e de relação com o outro, caminhando para uma convivência social mais justa, digna e menos violenta.

A percepção de que um simples gesto — o de abrir o seu próprio livro/universo e fazer a “leitura do mundo” — pode melhorar a sua qualidade de vida e, consequentemente, transformar o seu universo. Pois já não é possível texto sem contexto, como nos revela Paulo Freire em sua obra transformadora.

Para a coordenadora do projeto, Jeanete Fortes: “Histórica e culturalmente, as mulheres são dispostas a boas afetações. Então, pensei que a literatura ou outra atividade em que pudessem se expandir e escre(viverem) sobre o que lhes toca o coração poderia lhes proporcionar a sensação de lufadas de brisa sobre os seus rostos. E, isso serviria, também, ao objetivo declarado do sistema, no sentido da ressocialização, questão que interessa a toda sociedade e que ressoa do direito social fundamental à segurança, inscrito no artigo 6° da CF/1988”.

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Escritora Jeanete Fortes

Segundo Marleide Lins, “A arte, especialmente, a literatura, possibilita o desenvolvimento de modos de subjetivação importantes para quem vive em um espaço de privação de liberdade. Ouvir relatos, contar e escrever suas próprias histórias, de certa forma, representa um ganho de oxigênio, um fôlego a mais para sobreviver”.

Para o Diretor geral da UPRS – TIMON, Sr. Alysson Fernandes da Cruz Murada, “o modelo APAC utilizado na Unidade Prisional se dá a partir da busca por uma abordagem mais humanizada e eficaz no sistema prisional”.

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