O ministro Kassio Nunes Marques defendeu de forma enfática as urnas eletrônicas durante o seu discurso de posse como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 12 de maio de 2026. Ele classificou o sistema eletrônico de votação brasileiro como um "patrimônio institucional da nossa democracia" e afirmou que ele é "o mais avançado do mundo" no tocante à recepção, apuração e divulgação dos votos.
A postura do novo presidente assume forte peso político por ele ter sido indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que historicamente criticou o sistema eleitoral sem apresentar provas.
Nunes Marques ressaltou no portal da Justiça Eleitoral que a posição de vanguarda global do Brasil não impede a evolução do sistema, cabendo ao tribunal fortalecer continuamente a confiança pública.
O magistrado garantiu que a prioridade da Corte para o pleito será assegurar eleições limpas e transparentes, capturando fielmente a soberania popular através do voto.
O discurso agradou e desagradou ao mesmo. Para os que defendem a democracia, a fala do ministro mostrou uma espécie de "porto seguro" para uma votação segura. Para os fascistas e bolsonaristas, o discurso desagradou e decepcionou. Dado que continuam a defender fraude nas urnas eletrônicas.
A reação negativa de bolsonaristas ao discurso de posse do ministro na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decorre principalmente de sua defesa enfática das urnas eletrônicas, o que contrasta diretamente com o histórico de contestação do sistema eleitoral promovido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
O bolsonarismo é frequentemente associado a ataques sistemáticos ao Estado Democrático de Direito. Estudos indicam que apoiadores de Bolsonaro relativizam o funcionamento da democracia, das instituições, para disseminar a afronta à Justiça Eleitoral. O bolsonarismo é caracterizado como uma ideologia de direita que defende elementos autoritários e de golpes permanentes.