O Palmeiras informou, neste domingo (10), que a Academia de Futebol, centro de treinamentos do clube, foi alvo de um ataque com rojões durante a madrugada. Segundo nota oficial, apesar de ninguém ter se ferido, a ação colocou em risco a integridade física de jogadores e funcionários que estavam no local.
O clube anunciou que irá registrar boletim de ocorrência e que já mantém contato com a Polícia Civil para identificar e responsabilizar os autores. No comunicado, o Palmeiras relacionou o episódio a atos de violência praticados por integrantes da maior torcida organizada do clube, a Mancha Alviverde, em 2024, quando houve um ataque ao ônibus da torcida Máfia Azul, do Cruzeiro, na Rodovia Fernão Dias, que resultou em uma morte.
A nota também criticou veículos de imprensa que, segundo a direção, repercutiram ameaças feitas por “indivíduos violentos” e reforçou que o futebol não pode se tornar um ambiente tóxico.
O ataque ocorre em meio a um momento de pressão no clube, após a eliminação para o Corinthians na Copa do Brasil, na última quarta-feira (6). Durante a partida, a presidente Leila Pereira, o diretor de futebol Anderson Barros, o técnico Abel Ferreira e jogadores foram alvo de ofensas e vaias.
Na sexta-feira (8), Leila defendeu Abel Ferreira e pediu paciência à torcida. No dia seguinte, uma faixa foi estendida nas proximidades do estádio com a frase: “Paciência é o c......! Acabou a paz!”, evidenciando o clima tenso entre parte dos torcedores e a diretoria.