Os preços dos ingressos para a Copa do Mundo de 2026, que ocorrerá nos Estados Unidos, México e Canadá, geraram insatisfação entre os torcedores. Na última quinta-feira, 11, a Fifa divulgou uma atualização dos valores, provocando críticas.
A entidade do futebol mundial destinou 8% dos bilhetes para as federações nacionais, que têm a responsabilidade de comercializar os ingressos para os torcedores mais fiéis. Esta atualização nos preços veio logo após o sorteio dos grupos do Mundial.
Uma tabela da Federação Alemã de Futebol revelou que os preços das partidas da fase de grupos variam de R$ 976 a R$ 3.796. Para assistir à final, os valores são de R$ 22 mil a R$ 47 mil.
Em contrapartida, os preços divulgados divergem dos valores inicialmente prometidos pela Fifa, que previu ingressos a partir de R$ 325. A proposta inicial dos organizadores dos Estados Unidos era oferecer entradas na faixa de R$ 113 para os jogos iniciais.
A organização "Football Supporters Europe" (FSE) classificou os preços como "extorsivos". Além disso, mencionou que fãs poderiam gastar até R$ 44 mil para assistir a todas as partidas, valores significativamente superiores aos da Copa do Catar em 2022.
Em comunicado, a FSE criticou a Fifa por "ignorar a contribuição dos torcedores" e por estabelecer preços com base em "critérios vagos, como a atratividade percebida da partida". Eles apelaram à Fifa para suspender a venda de ingressos e revisar os valores após consultar todas as partes envolvidas.
A entidade ainda solicitou à Fifa que reavalie a "distribuição de ingressos por categoria" para garantir que a tradição e a importância cultural do torneio sejam respeitadas.