Brasileiros estreiam nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão

Apesar da grande expectativa de estreia, os brasileiros foram eliminados na fase inicial

O Brasil teve seus primeiros representantes em ação nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 nesta terça-feira (10), com a participação de três atletas no sprint livre do esqui cross-country. Bruna Moura e Eduarda Ribera competiram no feminino, enquanto Manex Silva representou o país no masculino, mas nenhum avançou às quartas de final.

Foto: Gabriel Heusi/COB
Bruna Moura faz sua estreia nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026

Na prova feminina, Eduarda Ribera terminou a fase classificatória na 72ª posição, com o tempo de 4min17s05, desempenho que a colocou como a melhor sul-americana da disputa. Logo atrás, Bruna Moura concluiu a prova em 74º lugar, ao marcar 4min22s07. Apenas as 30 melhores atletas seguiram na competição.

Entre os homens, Manex Silva completou o percurso em 3min25s48, ficando com a 48ª colocação e também fora da próxima fase. O critério de classificação previa avanço apenas para os 30 tempos mais rápidos.

A participação marcou a estreia olímpica de Eduarda Ribera, conhecida como Duda, justamente na temporada de Milão-Cortina. Mesmo sem ritmo recente de competições, ela chega credenciada pelo bom desempenho no Mundial de 2025, quando alcançou a melhor colocação já registrada por uma brasileira em provas de sprint em campeonatos mundiais.

Bruna Moura, por sua vez, viveu um momento simbólico ao competir em sua primeira Olimpíada após ter ficado fora de Pequim 2022 por conta de um grave acidente sofrido às vésperas dos Jogos. Ao cruzar a linha de chegada, a atleta celebrou a superação pessoal e a realização do sonho olímpico.

No masculino, Manex Silva, atleta acreano, chegou aos Jogos após uma temporada histórica. Em janeiro, ele quebrou o recorde brasileiro no sprint livre ao alcançar 81,36 pontos FIS em etapa da Copa do Mundo disputada na Alemanha. Em Milão-Cortina, além de obter o segundo melhor tempo do hemisfério Sul, melhorou significativamente seu desempenho olímpico em relação a Pequim 2022, quando havia terminado na 71ª colocação.

Apesar das eliminações precoces, a estreia brasileira reforça o avanço técnico do país no esqui cross-country e aponta evolução nos resultados em comparação às edições anteriores dos Jogos de Inverno.

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