Relatórios de inteligência analisados pela Reuters indicam riscos à segurança da Copa do Mundo de 2026, com possibilidade de ataques extremistas e impactos provocados por atrasos no financiamento destinado à proteção do evento nos Estados Unidos.
Os documentos, produzidos por autoridades federais e estaduais norte-americanas em conjunto com a FIFA, apontam vulnerabilidades que vão desde possíveis ataques a infraestruturas de transporte até distúrbios civis ligados ao cenário político interno.
A Copa do Mundo de 2026 será realizada entre junho e julho, com jogos distribuídos entre Estados Unidos, Canadá e México. Considerado um dos maiores eventos esportivos do mundo, o torneio tradicionalmente mobiliza grandes operações de segurança, que neste ano enfrentam desafios adicionais.
Entre as preocupações destacadas estão possíveis ações de grupos extremistas e a ampliação de tensões sociais relacionadas à política migratória do presidente Donald Trump. Autoridades também avaliam o impacto do cenário internacional, especialmente após o início da guerra Irã-Israel, que elevou o nível de alerta para possíveis retaliações.
Outro ponto crítico envolve o atraso na liberação de US$ 625 milhões em recursos federais destinados à segurança. O montante, previsto em pacote orçamentário aprovado em 2025, só foi disponibilizado recentemente pela Agência Federal de Gestão de Emergências, após cobranças de autoridades e organizadores.
Especialistas alertam que o tempo reduzido pode comprometer etapas essenciais, como aquisição de equipamentos e implementação de tecnologias. Segundo a National Fusion Center Association, o cronograma para aplicação dos recursos é considerado apertado diante da proximidade da abertura do torneio.
Relatórios regionais também mencionam o risco de ataques domésticos e a disseminação de propaganda extremista, além da possibilidade de mobilizações espontâneas ligadas a tensões entre países participantes.
Com a abertura marcada para 11 de junho no México, cidades-sede já intensificam o planejamento de segurança, em um cenário considerado mais complexo que o de edições anteriores.