A paralisação dos motoristas do transporte coletivo de São Luís entrou no quarto dia nesta segunda-feira (16), mantendo suspensa a circulação de ônibus do sistema urbano da capital maranhense. A greve foi deflagrada pela categoria para cobrar o pagamento de reajustes salariais definidos em acordo na Justiça do Trabalho.
Desde sexta-feira (13), as linhas urbanas da capital não estão operando. Apenas veículos do sistema semiurbano continuam circulando na região metropolitana, atendendo parte da demanda de passageiros.
Para tentar solucionar o impasse, o Ministério Público do Estado do Maranhão marcou uma reunião para a tarde desta segunda-feira com representantes dos trabalhadores, das empresas de transporte e da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes de São Luís.
A greve foi iniciada pelos trabalhadores do sistema urbano, que cobram a implementação do reajuste salarial obtido após negociação mediada pela Justiça do Trabalho durante o último movimento grevista da categoria, ocorrido em fevereiro deste ano.
De acordo com o Sindicato dos Rodoviários do Maranhão, houve avanço nas negociações relacionadas ao sistema semiurbano, o que permitiu a continuidade da operação nessa modalidade. No entanto, segundo a entidade, não houve até agora garantia de pagamento do reajuste para os profissionais que atuam no sistema urbano.
Sem o transporte coletivo, moradores da capital passaram a recorrer a alternativas como vans, mototáxis, carros por aplicativo e veículos particulares para se deslocar pela cidade.
Em nota, a SMTT afirmou que a paralisação está relacionada ao descumprimento de uma decisão da Justiça do Trabalho por parte das empresas de ônibus. A secretaria informou ainda que os repasses financeiros do município ao sistema de transporte estão sendo realizados regularmente.
Já o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros contestou a posição da prefeitura e afirmou que o subsídio municipal pago às empresas está congelado desde janeiro de 2024, mesmo após reajustes salariais e aumento dos custos operacionais.
Segundo a entidade empresarial, o acordo trabalhista que garantiu o reajuste aos rodoviários foi firmado sem a participação da prefeitura. O sindicato também declarou que continua aberto ao diálogo para buscar uma solução para a crise no transporte público da capital.