Um levantamento técnico do Serviço Geológico do Brasil revela que mais de 28 mil pessoas vivem atualmente em áreas de risco em Teresina, expostas a desastres como inundações, deslizamentos e erosões. O estudo mapeou 167 setores vulneráveis no município e acende um alerta para a necessidade urgente de ações preventivas e planejamento urbano.
De acordo com os dados, cerca de 7 mil imóveis estão localizados nessas áreas, sendo a maioria classificada como risco médio. Ainda assim, há regiões com risco alto e muito alto, onde a probabilidade de وقوع de eventos destrutivos é significativamente maior, especialmente durante períodos de chuvas intensas.
O estudo aponta que os principais problemas estão ligados à ocupação irregular em áreas suscetíveis, como margens de rios e regiões de solo instável. Em Teresina, a situação é agravada pela localização geográfica da cidade, situada entre os rios Parnaíba e Poti, o que favorece episódios recorrentes de alagamentos e inundações.
Entre os tipos de risco mais comuns identificados estão as inundações — que lideram em número de ocorrências — além de deslizamentos e processos erosivos. O avanço urbano sobre áreas de lagoas e terrenos alagadiços também contribui para aumentar a vulnerabilidade da população.
O levantamento também destaca que eventos extremos, potencializados pelas mudanças climáticas, tendem a se tornar mais frequentes e intensos. Diante desse cenário, especialistas reforçam a necessidade de fortalecer sistemas de alerta, ampliar a fiscalização e investir em políticas públicas voltadas à ocupação segura do solo.
Além de orientar ações emergenciais, o mapeamento deve servir de base para o planejamento urbano e para a implementação do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), considerado essencial para minimizar impactos e evitar tragédias.