Lixo, mato e esgoto elevam risco sanitário na zona sul de Teresina

Márcio Felipe Rocha / Jornalista, especial para o portal AZ

A realidade enfrentada por moradores do bairro Lourival Parente, na zona sul de Teresina, evidencia um quadro persistente de negligência na manutenção de serviços urbanos básicos. Em uma praça situada por trás do Colégio Lourival Parente e em frente ao Colégio Municipal Luís Fortes, o espaço público perdeu sua função original. Sacos de lixo permanecem acumulados há semanas, abandonados após uma ação incompleta da equipe de limpeza, que não retornou para concluir o recolhimento. O cenário é agravado pelo avanço da vegetação, que já ocupa calçadas e compromete a circulação de pedestres.

Foto: Reprodução
Lixo e mato avançam em áreas públicas da zona sul de Teresina

O problema, no entanto, não se limita a esse ponto. No Parque Piauí, o entorno do mercado público consolidou-se como um retrato contínuo de desorganização e descuido. Resíduos orgânicos espalhados atraem urubus, enquanto esgotos a céu aberto configuram um ambiente insalubre. A promessa de reforma do mercado, repetida ao longo de diferentes administrações, tornou-se um compromisso recorrente que não se concretiza, revelando a distância entre o discurso institucional e a execução prática.

Com a intensificação das chuvas, a situação assume contornos ainda mais preocupantes. A combinação de lixo acumulado, água parada e mato alto cria condições ideais para a proliferação do mosquito transmissor da dengue, ampliando o risco de surtos e pressionando o sistema de saúde. Trata-se de um problema que transcende a esfera urbana e passa a configurar uma ameaça direta à saúde coletiva.

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Diante desse cenário, a Prefeitura de Teresina, sob a gestão do prefeito Sílvio Mendes, precisa assumir, com urgência, a responsabilidade pela limpeza pública e pelo cuidado com as praças da cidade, muitas delas hoje em visível estado de abandono. Não se trata de ação pontual, mas de estabelecer rotina eficiente, fiscalização rigorosa e resposta imediata às demandas da população.

O que se observa na zona sul de Teresina não é a ausência de ações pontuais, mas a falta de continuidade e de padrão na prestação dos serviços. Intervenções fragmentadas, sem acompanhamento e sem finalização adequada, resultam em desperdício de recursos e aprofundam a sensação de abandono. A cidade não carece de diagnósticos; carece de execução consistente.

A permanência desse cenário indica falhas estruturais na gestão urbana e na fiscalização dos serviços contratados. Enquanto o básico não for tratado como prioridade, limpeza regular, manejo adequado de resíduos e manutenção dos espaços públicos — a população seguirá exposta a riscos evitáveis, convivendo diariamente com um ambiente que reflete mais descaso do que planejamento.

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