Teresina Afunda: Falta Fiscalização, Sobram Buracos e Remendos

Moradores denunciam asfalto precário, obras mal executadas e prejuízos diários em diversas regiões da capital.

Circular por diversas ruas de Teresina tem se tornado um exercício diário de paciência, atenção e prejuízo. Buracos, ondulações, remendos mal executados, quebra-molas irregulares e recapeamentos de baixa durabilidade fazem parte da rotina de motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres em diferentes regiões da capital. Em vez de mobilidade urbana eficiente, muitos bairros convivem com vias deterioradas e intervenções que parecem provisórias, embora se repitam por anos.

Foto: Reprodução
Buracos e remendos irregulares dificultam o trânsito em ruas de Teresina

Moradores de áreas como Mocambinho, Promorar, Lourival Parente, Dirceu e trechos da zona Sul reclamam da situação constante. A extensa Rua 13 de Maio, importante via da cidade, é frequentemente citada entre os exemplos de desgaste e manutenção insuficiente. Em alguns pontos, o asfalto apresenta desníveis que comprometem a dirigibilidade, aumentam o risco de acidentes e provocam danos mecânicos em veículos, especialmente suspensão, pneus e alinhamento.

Outro alvo de críticas são serviços realizados por empresas concessionárias ou terceirizadas que rompem o pavimento para obras subterrâneas e, após a conclusão, deixam remendos sem nivelamento adequado. Em muitos casos, o reparo cede com pouco tempo, formando novas depressões e exigindo novas intervenções. O resultado é uma sequência de obras corretivas que raramente entregam solução definitiva.

Na Rua 13 de Maio, por trás do Condomínio Dom Avelar, na zona Sul, moradores relatam um ponto recorrente de infiltração e buraco. Segundo relatos locais, o trecho já passou por diversos reparos, mas o problema retorna repetidamente. Situações assim alimentam questionamentos sobre a qualidade técnica do serviço executado, a durabilidade dos materiais utilizados e a efetividade do acompanhamento público.

Especialistas em infraestrutura urbana costumam apontar que pavimentação de qualidade exige projeto adequado, base bem preparada, drenagem eficiente, controle de compactação, material compatível e fiscalização rigorosa em todas as etapas. Quando um desses fatores falha, surgem trincas, afundamentos, ondulações e desgaste precoce.

Diante desse cenário, cresce entre moradores a cobrança por respostas objetivas da Prefeitura de Teresina: quais critérios técnicos são exigidos das empresas contratadas? Há testes de qualidade após a entrega da obra? Existem penalidades para serviços mal executados? E por que tantos problemas persistem longe das áreas centrais e mais visíveis?

Enquanto essas respostas não chegam, a população segue desviando de buracos e arcando com a conta. Nas ruas de Teresina, muitas vezes o asfalto acaba antes da paciência do cidadão.

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