O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta sobre o aumento das condições favoráveis para a formação de um novo episódio do fenômeno El Niño ao longo de 2026. De acordo com as projeções climáticas mais recentes, o cenário indica avanço das chances de aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial nos próximos meses, ampliando a atenção de órgãos meteorológicos e setores que dependem diretamente das condições do tempo.
Segundo o monitoramento climático, o Pacífico atravessa atualmente uma fase de neutralidade após o enfraquecimento do ciclo de La Niña. No entanto, os modelos internacionais utilizados pelo Inmet apontam crescimento gradual da probabilidade de instalação do El Niño já entre os próximos trimestres, superando 60% ainda no meio do ano e alcançando percentuais superiores a 80% no segundo semestre. Em alguns cenários analisados, a permanência do fenômeno pode se estender até 2027.
No Brasil, os efeitos costumam ocorrer de forma desigual entre as regiões. Historicamente, episódios de El Niño estão associados à redução das chuvas em áreas do Norte e Nordeste, aumentando o risco de estiagens e pressão sobre reservatórios e atividades agrícolas. Em contrapartida, estados da Região Sul tendem a registrar aumento dos volumes de chuva e maior ocorrência de eventos extremos relacionados ao excesso hídrico.
Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância do acompanhamento contínuo dos boletins meteorológicos e da preparação antecipada por parte dos setores produtivos e órgãos públicos. O Inmet destaca que as projeções ainda serão atualizadas ao longo dos próximos meses, mas recomenda atenção desde já para planejamento agrícola, gestão de recursos hídricos e medidas de adaptação climática diante de um possível novo ciclo do fenômeno.