EUA negam plano para desacreditar eleições brasileiras
Governo americano afirma que missão ao Brasil era de rotina e rebate reportagem
O Departamento de Estado dos Estados Unidos negou que uma missão de autoridades americanas ao Brasil tivesse como objetivo desacreditar ou interferir nas eleições presidenciais marcadas para outubro. Em nota divulgada neste sábado (25), o governo norte-americano classificou como “mentira infundada” as informações de que a visita faria parte de uma estratégia para colocar em dúvida a integridade do processo eleitoral brasileiro.
A manifestação foi divulgada após o governo brasileiro negar o visto diplomático a dois integrantes do Departamento de Estado que viajariam a Brasília entre os dias 27 e 30 de julho. Segundo reportagem publicada pelo jornal The Washington Post, a missão teria como finalidade estimular questionamentos sobre a confiabilidade das eleições brasileiras, informação rejeitada por Washington.
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Os integrantes da delegação seriam Riley M. Barnes, secretário de Estado adjunto para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (DRL), e Samuel D. Samson, subsecretário adjunto da mesma área.
Na nota, o Departamento de Estado afirmou que ambos participariam de uma agenda oficial para reuniões com representantes do governo brasileiro, líderes religiosos e integrantes da sociedade civil. Entre os temas previstos estavam integridade eleitoral, liberdade religiosa e liberdade de expressão.
“Qualquer insinuação de uma ‘conspiração’ para minar a eleição de uma nação democrática é uma mentira infundada. Tratou-se de uma visita de rotina”, afirmou o órgão americano.
O Itamaraty decidiu negar a entrada da missão após avaliar que a visita poderia representar uma interferência em assuntos internos do Brasil. Segundo informações obtidas pelo Metrópoles, autoridades americanas haviam informado previamente que pretendiam se reunir com o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), além de representantes da Justiça Eleitoral, para discutir temas relacionados ao processo eleitoral e à liberdade de expressão.
O episódio amplia a tensão diplomática entre Brasília e Washington em meio ao calendário eleitoral brasileiro. A troca de versões ocorre pouco mais de dois meses antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro, e reacende o debate sobre a participação de agentes estrangeiros em temas ligados ao processo democrático brasileiro.
Fonte: Com informações do Metrópoles