As exportações brasileiras do agronegócio totalizaram US$ 10,8 bilhões em janeiro, valor 2,2% menor que o registrado no mesmo mês do ano anterior, segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura. Apesar da queda no faturamento, o resultado é o terceiro maior da série histórica para meses de janeiro.
De acordo com a pasta, o volume exportado aumentou 7%, enquanto o preço médio dos produtos caiu 8,6%, o que explica a redução no valor total das vendas externas. O desempenho indica manutenção do ritmo de embarques, mas com impacto da desvalorização dos preços internacionais.
Entre os setores que mais exportaram, o destaque foi o de carnes, que somou US$ 2,58 bilhões — alta de 24% em relação a janeiro do ano anterior. O complexo soja aparece em seguida, com US$ 1,66 bilhão e crescimento de 49,4%. Já os produtos florestais alcançaram US$ 1,38 bilhão, com retração de 8,8%.
As vendas externas de cereais, farinhas e preparações renderam US$ 1,12 bilhão, avanço de 11,3%. Em sentido oposto, o café registrou faturamento de US$ 1,10 bilhão, queda de 24,7%, enquanto o complexo sucroalcooleiro somou US$ 750 milhões, recuo de 31,8%.
O ministério destacou ainda a carne bovina in natura como o item de maior valor exportado no mês, com US$ 1,3 bilhão e 231,8 mil toneladas embarcadas para 116 países. As compras dos Estados Unidos cresceram 93% nesse segmento.
No fluxo inverso, as importações de produtos do agronegócio atingiram US$ 1,7 bilhão, queda de 11,2%. Com isso, o setor registrou superávit comercial de US$ 9,2 bilhões, variação negativa de 0,4% em relação ao ano anterior.
O principal destino das exportações brasileiras do agro continuou sendo a China, com US$ 2,1 bilhões — o equivalente a 20% do total. Na sequência aparecem a União Europeia, com US$ 1,7 bilhão, e novamente os Estados Unidos, com US$ 705 milhões.
Entre os mercados que ampliaram compras estão Emirados Árabes Unidos, Turquia, Filipinas, Irã, Iêmen, Iraque, Chile, Arábia Saudita, Japão e Marrocos, refletindo a diversificação dos destinos comerciais do setor.
Especialistas apontam que a combinação de maior volume embarcado e preços internacionais mais baixos tem sido um fator recorrente no comércio agrícola global, influenciando o resultado financeiro mesmo quando a produção e a demanda se mantêm aquecidas.