IPCA fica acima do esperado e leva inflação além do teto da meta

Índice oficial subiu 0,58% no mês; taxa acumulada em 12 meses chegou a 4,72%

A inflação oficial do país voltou a ultrapassar o teto da meta estabelecida pelo Banco Central após o IPCA registrar alta de 0,58% em maio. O resultado, divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira (12), representa a maior taxa para o mês em cinco anos e foi impulsionado, principalmente, pelo aumento dos preços de alimentos, habitação e saúde.

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Alta nos preços de alimentos liderou a inflação registrada em maio, segundo o IBGE.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou em relação a abril, quando havia avançado 0,67%, mas ainda assim apresentou o pior desempenho para meses de maio desde 2021. Naquele ano, a inflação registrada no período foi de 0,83%.

Com o resultado, o acumulado do indicador em 12 meses chegou a 4,72%, ultrapassando o limite máximo de 4,50% previsto no sistema de metas de inflação. A meta central definida pelo Banco Central é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

O desempenho também ficou acima das projeções do mercado. Analistas consultados pela Reuters estimavam alta de 0,53% em maio e inflação acumulada de 4,66% em 12 meses.

Entre os grupos pesquisados pelo IBGE, alimentação e bebidas exerceram a maior pressão sobre o índice, com avanço de 1,33% no mês. Na sequência, apareceram os segmentos de habitação, que registrou alta de 1,22%, e saúde e cuidados pessoais, com elevação de 0,90%.

O retorno da inflação ao patamar acima do teto da meta amplia os desafios para a condução da política monetária e reforça a atenção do mercado em relação aos próximos passos do Banco Central.

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