O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deverá aprovar, na próxima quarta-feira (24), o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%. A medida integra a política de expansão dos biocombustíveis prevista na Lei do Combustível do Futuro.
Durante agenda em Mato Grosso, Alckmin afirmou que a mudança pode contribuir para a redução do preço da gasolina ao consumidor, além de ampliar a participação de fontes renováveis na matriz energética brasileira. Segundo ele, o aumento da mistura também tende a reduzir as emissões de poluentes e estimular a cadeia produtiva do etanol.
A proposta faz parte das ações voltadas à transição energética e ao fortalecimento da agroindústria nacional. O vice-presidente destacou ainda que o Brasil possui uma das maiores participações de biocombustíveis nos combustíveis automotivos em comparação com outros países.
A ampliação do teor de etanol ocorre dentro das diretrizes estabelecidas pela Lei do Combustível do Futuro, sancionada em 2024. O marco regulatório prevê o aumento gradual do uso de combustíveis renováveis como forma de reduzir a emissão de gases de efeito estufa nos setores de transporte e energia.
A última alteração na composição da gasolina ocorreu em 2025, quando a mistura obrigatória passou de 27,5% para 30%. A decisão sobre a nova mudança caberá ao CNPE, colegiado responsável por definir diretrizes da política energética nacional.