A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta quarta-feira (24) o reajuste das receitas das empresas responsáveis pela transmissão de energia no país. Com a decisão, as transmissoras terão receita anual permitida de R$ 54,95 bilhões no ciclo tarifário 2026/2027, alta de 9,41% em relação ao período anterior.
Apesar do aumento nas receitas do setor, a Aneel estima que o impacto médio para os consumidores será de 1,1% nas tarifas finais de energia elétrica cobradas pelas distribuidoras.
O novo ciclo entra em vigor em 1º de julho deste ano e seguirá até 30 de junho de 2027. Segundo a agência reguladora, o reajuste reflete a atualização contratual das concessões, a expansão da rede de transmissão e ajustes financeiros previstos na regulação do setor.
Ao todo, o cálculo envolve 356 contratos de concessão administrados por 258 empresas transmissoras. A receita considerada no processo da Tarifa de Uso do Sistema de Transmissão (TUST) passou de R$ 51,6 bilhões para R$ 56,5 bilhões.
A Aneel afirma que o resultado demonstra maior estabilidade no repasse dos custos de transmissão às contas de luz. O ciclo também marca o avanço da nova metodologia da TUST, que busca adequar as tarifas às características regionais do sistema elétrico e estimular investimentos na infraestrutura de transmissão.
Responsável por interligar usinas, distribuidoras e centros consumidores, o sistema de transmissão é considerado estratégico para a segurança energética do país e para a integração de fontes renováveis à matriz elétrica nacional.