Mais da metade das canetas utilizadas para emagrecimento no Brasil é adquirida por meio do mercado informal, sem garantia de procedência ou controle sanitário. A conclusão é de um estudo divulgado nesta quinta-feira (25), que acende o alerta para os riscos à saúde causados pela compra desses medicamentos em redes sociais, sites não autorizados e canais clandestinos. O levantamento indica que a alta procura pelos produtos, impulsionada pela popularidade dos tratamentos para obesidade e diabetes, tem favorecido a expansão do comércio irregular.
Segundo a pesquisa, muitos consumidores recorrem ao mercado paralelo devido ao alto custo dos medicamentos ou à dificuldade de encontrá-los nas farmácias. No entanto, especialistas alertam que produtos vendidos fora dos canais autorizados podem ser falsificados, armazenados de forma inadequada ou até conter substâncias diferentes das informadas na embalagem, comprometendo tanto a eficácia do tratamento quanto a segurança dos pacientes.
Os pesquisadores destacam que o uso dessas canetas deve ocorrer exclusivamente com prescrição e acompanhamento médico. Além dos riscos associados à procedência dos medicamentos, o uso indiscriminado pode provocar efeitos adversos importantes, como náuseas, vômitos, desidratação e complicações gastrointestinais. A orientação é que os consumidores adquiram os produtos apenas em estabelecimentos regularizados e desconfiem de ofertas com preços muito abaixo do mercado.
Especialistas também defendem medidas para ampliar o acesso aos tratamentos dentro dos canais oficiais, reduzindo o espaço ocupado pelo mercado clandestino e garantindo maior segurança aos pacientes que necessitam desse tipo de terapia.