O entendimento de que “uma boa noite requer oito horas de sono” já está consolidado no senso comum, mas pesquisas recentes indicam que a regularidade é mais determinante do que a quantidade. Um estudo publicado na revista científica Health Data Science destaca que um sono saudável depende não apenas da duração, mas também da constância diária, da alimentação equilibrada e de hábitos de vida adequados.
Segundo especialistas, manter horários regulares de descanso é essencial para funções como memória, aprendizado, concentração e processamento emocional. O neurologista Leonardo Halley, do Instituto de Educação Médica (IDOMED), explica que o sono é o momento em que o cérebro elimina toxinas e consolida memórias. “Dormir menos que o necessário prejudica esse processo, aumentando o risco de Alzheimer, depressão e ansiedade”, afirma.
O estudo também alerta para os riscos do sono excessivo. A necessidade constante de dormir além do normal pode indicar problemas de saúde como apneia do sono, depressão ou distúrbios neurológicos. Além disso, análises mostram que pessoas que adormecem após 0h30 apresentam maior probabilidade de desenvolver doenças em comparação às que dormem por volta das 23h30.
Os efeitos de noites mal dormidas podem ser sentidos em diferentes prazos. “Nas primeiras horas já surgem dificuldade de concentração e irritabilidade. Em dias e semanas, aparecem alterações hormonais e ganho de peso. A longo prazo, há risco de doenças crônicas, neurodegenerativas e depressão”, completa Halley.
A Office of Disease Prevention and Health Promotion reforça que manter hábitos saudáveis amplia os benefícios do sono. Um descanso regular, associado a alimentação balanceada, contribui para fortalecer a imunidade, regular o peso, prevenir doenças, reduzir o estresse e melhorar o desempenho emocional.
Dessa forma, especialistas destacam que o corpo não se renova apenas pela contagem de horas dormidas, mas sim pelo equilíbrio entre sono constante e qualidade de vida.