A mestre em Odontologia pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), Meiryellen Castelo Branco, alcançou um reconhecimento significativo ao vencer a 1ª edição do Prêmio de Inovação em Odontologia, promovido pela Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontológica (SBPqO). Este prêmio foi concedido durante a 42ª Reunião Anual da entidade, um dos mais importantes eventos científicos da área, realizado no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo, de 3 a 6 de setembro.
O estudo premiado é baseado na dissertação de mestrado intitulada "Bigel de óleo de pequi (Caryocar brasiliense) com ácido elágico". Desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Odontologia (PPGO/UFPI), o trabalho propõe uma inovadora e acessível solução para o tratamento de úlceras bucais, uma condição que afeta a qualidade de vida de muitas pessoas.
Meiryellen Castelo Branco escolheu o óleo de pequi, um fruto típico do Cerrado brasileiro, associado ao ácido elágico, por suas propriedades estratégicas. "Minha principal motivação foi encontrar uma alternativa eficaz e acessível para tratar úlceras bucais, explorando o potencial regenerativo e antimicrobiano dessa combinação natural", explica a pesquisadora.
A conquista teve um impacto significativo na vida pessoal e profissional de Meiryellen. "Receber esse prêmio é uma emoção enorme. Encaro este reconhecimento como um estímulo para continuar investindo em inovações que façam a diferença na vida dos pacientes, além de valorizar os recursos naturais do Brasil", destaca.
A pesquisa contou com a orientação da professora Ana Cristina Fialho, que lembrou a trajetória acadêmica de Meiryellen. "Esse trabalho teve início no PIBITI, incentivando a pesquisa desde a graduação, e se concretizou no mestrado. Ver o projeto ser reconhecido nacionalmente é gratificante. A Meiryellen encerra seu mestrado com excelência, sendo a única premiada em meio a doutorandos e pós-doutorandos renomados do país", comenta.
O desenvolvimento tecnológico do projeto ocorreu no Laboratório de Dermofarmácia da UFPI (LADERMO), sob a coordenação do professor André Luís Carvalho, coorientador da pesquisa. "Criamos uma formulação de óleo de pequi focada na cicatrização labial. Essa tecnologia biocompatível, de alta capacidade de cicatrização, foi comprovada em modelo animal in vivo e já tem um depósito de patente. É uma solução promissora para uso terapêutico e preventivo", explica Carvalho.
A pesquisa também contou com a colaboração do professor Maia Filho, da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da UFPI, evidenciando a colaboração entre instituições para alcançar avanços significativos na área odontológica.