Motoristas por aplicativo fazem protesto em Teresina contra projeto de lei

Trabalhadores pedem melhores condições de trabalho e regulamentação do setor

Motoristas por aplicativo realizaram uma manifestação na manhã desta terça-feira (14), em Teresina, para reivindicar melhores condições de trabalho e protestar contra propostas de regulamentação do setor. O ato reuniu principalmente motociclistas e contou com apoio de entidades representativas da categoria.

Foto: Divulgação
Motoristas de aplicativo pedem regulamento do setor e melhores condições de trabalho

A mobilização teve início por volta das 8h30, na Praça Ocílio Lago, conhecida como Praça dos Skatistas, na zona Leste da capital.
 

O protesto foi organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores por Aplicativo do Piauí (Sinttapp-PI), em parceria com a Associação dos Motoboys Entregadores do Piauí e lideranças da categoria. A manifestação também ocorreu em outros estados do país.

Entre os pontos levantados pelos trabalhadores estão a redução da renda, a ausência de garantias trabalhistas e críticas a propostas legislativas que, segundo a categoria, podem ampliar a precarização. Os motoristas questionam, por exemplo, a possibilidade de definição da relação como cível, e não trabalhista, além do modelo de pagamento por hora trabalhada.

Durante o ato, motoristas que não participaram presencialmente foram orientados a não acessar os aplicativos ao longo do dia.

Entre as principais reivindicações estão a implementação de botão de pânico nos aplicativos, aumento do valor mínimo das corridas e criação de benefícios como auxílio-maternidade, auxílio-paternidade, adicional noturno e seguro por invalidez ou morte.

Segundo a presidente do Sinttapp-PI, Maria do Carmo Silva, a categoria não registra reajustes nos valores há anos. “Esses valores já foram repassados ao cliente, mas há sete anos nós não temos um centavo de aumento”, afirmou.

O projeto de lei que motivou parte dos protestos foi retirado de pauta na Câmara dos Deputados após divergências e pressão de trabalhadores e empresas. Com isso, a discussão sobre a natureza da relação entre plataformas e motoristas pode ser definida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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