A Amazon anunciou a aquisição da Globalstar por US$ 11,57 bilhões, ampliando diretamente a concorrência com a SpaceX, controlada por Elon Musk.
A Globalstar é uma das pioneiras no setor de conectividade espacial e já opera redes utilizadas em serviços de comunicação em regiões remotas. A compra faz parte de um avanço estratégico para a Amazon, que busca expandir sua presença no segmento e disputar espaço com a Starlink, atualmente líder global.
O investimento está alinhado a um plano iniciado anteriormente pela empresa fundada por Jeff Bezos. Em 2025, a companhia deu início ao projeto Amazon Leo, com o lançamento de seus primeiros satélites voltados à oferta de internet. Até então, o foco estava concentrado em serviços residenciais.
Com a incorporação da Globalstar, a Amazon passa a apostar também na tecnologia Direct-to-Device, que permite conexão direta com celulares, sem necessidade de antenas ou equipamentos adicionais nas residências. A proposta é ampliar o acesso à internet, especialmente em áreas com pouca cobertura de redes tradicionais.
Atualmente, a infraestrutura da Globalstar já é utilizada pela Apple em recursos como o envio de mensagens de emergência via iPhone em locais sem sinal. A expectativa é que a Amazon amplie a aplicação para serviços de conectividade mais abrangentes.
Estimativas indicam que o mercado de conectividade via satélite pode movimentar cerca de US$ 1 trilhão até 2040. Hoje, a Starlink, serviço da SpaceX, conta com mais de 10 mil satélites em operação e cerca de 9 milhões de usuários em todo o mundo.