Pentágono discute uso de montadoras para fins militares

Empresas como GM e Ford são sondadas para reforçar capacidade dos EUA

O Pentágono iniciou conversas com grandes empresas industriais dos Estados Unidos para ampliar a produção de armamentos e equipamentos militares. A iniciativa envolve companhias como General Motors, Ford, GE Aerospace e Oshkosh.

Foto: Wikimedia Commons

De acordo com informações publicadas pelo Wall Street Journal, o objetivo é utilizar parte da capacidade industrial voltada a produtos civis para atender demandas da área de defesa. A proposta faz parte de um movimento de preparação para um cenário mais exigente do ponto de vista militar.

Autoridades do Departamento de Defesa já se reuniram com executivos, incluindo Mary Barra e Jim Farley, para discutir a possibilidade de adaptação das linhas de produção. Entre os itens considerados estão munições, veículos táticos e sistemas militares.

As tratativas ainda estão em estágio inicial, mas incluem discussões sobre como essas empresas poderiam complementar os fornecedores tradicionais do setor de defesa, além de avaliar obstáculos regulatórios e contratuais.

A iniciativa ocorre em um contexto de pressão sobre os estoques de munições dos Estados Unidos, após anos de envio de equipamentos militares para conflitos como o da Ucrânia e, mais recentemente, diante das necessidades geradas pela guerra envolvendo o Irã.

Paralelamente, o governo norte-americano apresentou um pedido de orçamento em torno de US$ 1,5 trilhão, com foco na ampliação da produção de munições, drones e outros equipamentos estratégicos.

O uso da indústria civil para fins militares remete à Segunda Guerra Mundial, quando fábricas automotivas passaram a produzir veículos e aeronaves para o esforço de guerra. Atualmente, parte dessas empresas já mantém operações no setor de defesa, como é o caso da General Motors, que possui divisão voltada à produção de veículos militares leves.

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