Teresina beira um milhão de habitantes, mas cresce abaixo do Brasil

Capital piauiense ganhou 60 mil moradores em 13 anos


Teresina chegou a 906 mil habitantes em 2025, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) do IBGE divulgada nesta sexta-feira (17). A capital piauiense está a menos de 100 mil pessoas da marca de 1 milhão, mas o caminho até lá vem sendo percorrido em ritmo cada vez mais lento. Entre 2012 e 2025, a população cresceu 7,09%, abaixo da média nacional de 7,92% e atrás de duas outras capitais nordestinas. João Pessoa (18,63%) e Aracaju (7,31%).

O dado coloca Teresina na 14ª posição entre as 27 capitais brasileiras em crescimento populacional no período, e no terceiro lugar entre as nove capitais do Nordeste. A taxa de crescimento anual da cidade desacelerou significativamente. Em 2019, antes da pandemia, era de 0,80%; em 2024, caiu para 0,44%, praticamente metade. 

Foto: Divulgação/Sindilojas
População na capital cresceu abaixo da média nacional

O contraste mais revelador é com João Pessoa. A capital paraibana, que tinha população semelhante à teresinense no início da série histórica, cresceu a um ritmo quase três vezes maior. Nos últimos 14 anos, enquanto as demais capitais nordestinas tiveram expansão média de 8%, João Pessoa avançou 22,8%. O motor desse crescimento é a recuperação do turismo no pós-pandemia. A capital paraibana experimenta um ciclo de expansão com reflexos visíveis no comércio, nos serviços e, sobretudo, no mercado imobiliário, que registrou crescimento de 41% no volume de unidades lançadas em 2024 em relação ao ano anterior. 

Foto: IBGE
Crescimento populacional nas capitais brasileiras

Teresina tem um perfil econômico distinto. A cidade é considerada um polo regional e atrai visitantes principalmente pelos serviços de saúde avançada. A remuneração média dos trabalhadores formais é de R$ 3,1 mil, acima da média estadual de R$ 2,8 mil.  Ainda assim, enfrenta desafios estruturais: nos indicadores de geração de empregos, a capital piauiense obteve pontuação abaixo da média em rankings de empreendedorismo, apesar de alta diversificação setorial. 

No ranking nacional, as capitais com maior crescimento no período foram Boa Vista (53,85%), Palmas (33,33%) e Florianópolis (31,61%). No extremo oposto, cinco capitais encolheram: Salvador (-4,93%), Porto Alegre (-3,14%), Natal (-3,09%), Belém (-1,55%) e Belo Horizonte (-0,33%).

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