A região de La Guaira, próxima a Caracas, foi severamente atingida por dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 no dia 24 de junho. O número de mortos já chega a 3.535, enquanto os feridos somam 16.740, segundo dados atualizados por Jorge Rodríguez, presidente do Parlamento venezuelano.
A resposta do governo às catástrofes tem sido criticada pela população, que acusa as autoridades de lentidão nas ações emergenciais. Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, rebateu as críticas e afirmou que as operações de busca continuam ativas, apesar das acusações que atribui a "laboratórios midiáticos".
Com a crise humanitária agravada pelos abalos sísmicos, o Programa Mundial de Alimentos solicitou US$ 50 milhões para ajudar meio milhão de pessoas nos próximos três meses. Antes dos tremores, a ONU já apontava que quase 8 milhões de venezuelanos necessitavam de auxílio.
Equipes internacionais participam das buscas por desaparecidos. A ONU informou que especialistas de 27 países estão na Venezuela com cães farejadores para auxiliar nos resgates. Estimativas sobre o número de desaparecidos variam entre 10 mil e 50 mil pessoas.
O Brasil também está presente no esforço internacional de ajuda, enviando seis remessas com vacinas e medicamentos por meio da Força Aérea Brasileira. A última entrega ocorreu em 3 de julho, transportando cerca de seis toneladas de suprimentos.