Governo paga R$ 33,9 bilhões em emendas e bate recorde para o período
Valor liberado até julho supera todo o montante desembolsado em 2022, ano de eleição
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembolsou R$ 33,89 bilhões em emendas parlamentares entre janeiro e o início de julho de 2026, estabelecendo um novo recorde para o período em anos de eleições gerais. O montante já supera todo o valor pago ao longo de 2022, quando o Executivo liberou R$ 28,04 bilhões.
Os dados são do painel Siga Brasil, do Senado Federal, que reúne informações sobre autorização e execução de emendas parlamentares apresentadas por deputados e senadores. O levantamento considera tanto os pagamentos referentes ao orçamento deste ano quanto os chamados restos a pagar, que correspondem a despesas de exercícios anteriores.
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Na comparação com outros anos eleitorais, o ritmo de execução das emendas é o maior da série histórica. Até o fim de junho, o governo havia pago R$ 20,43 bilhões em 2022 e R$ 6,41 bilhões no mesmo período de 2018. Em valores corrigidos pela inflação oficial, medida pelo IPCA, os desembolsos desses anos equivaleriam a R$ 21,63 bilhões e R$ 9,6 bilhões, respectivamente, ainda abaixo do registrado em 2026.
O volume liberado até julho também ultrapassa o total pago durante todo o ano de 2022 e já se aproxima do montante executado em 2023, quando foram desembolsados R$ 34,42 bilhões. Em 2025, o total anual chegou a R$ 44,97 bilhões.
Do total pago neste ano, R$ 25,31 bilhões correspondem a emendas do Orçamento de 2026, enquanto R$ 8,58 bilhões são referentes a despesas de anos anteriores. Segundo o Siga Brasil, foram executadas 23.752 emendas parlamentares de deputados federais e senadores no primeiro semestre.
A maior parte dos recursos foi destinada à área da saúde. A subfunção Atenção Básica recebeu R$ 10,93 bilhões, seguida pela Assistência Hospitalar e Ambulatorial, com R$ 10,73 bilhões. Outras Transferências somaram R$ 4,55 bilhões, enquanto Assistência Comunitária, Promoção da Produção Agropecuária, Serviços Socioassistenciais, Desporto Comunitário e Infraestrutura Urbana também figuram entre os principais destinos dos recursos.
Entre os órgãos beneficiados, o Ministério da Saúde concentrou a maior parcela dos pagamentos, com R$ 21,79 bilhões. Na sequência aparecem as transferências para estados, Distrito Federal e municípios, que receberam R$ 4,54 bilhões, e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, com R$ 1,71 bilhão.
Também receberam recursos por meio de emendas o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o Ministério da Agricultura e Pecuária, o Ministério do Esporte e o Ministério da Educação, todos com repasses inferiores a R$ 1,1 bilhão.
Fonte: CNN Brasil