Com o crescimento das tecnologias de energia limpa, a necessidade de minerais essenciais deverá dobrar até 2030, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA). Essa demanda crescente reflete-se em diversas áreas, como fontes renováveis, redes elétricas e veículos elétricos, que exigem grandes volumes dessas matérias-primas.
A presença dos minerais vai além dos setores tecnológicos, integrando produtos do cotidiano como smartphones, computadores e equipamentos médicos. A infraestrutura por trás da inteligência artificial e das cidades modernas também depende desses recursos.
A Itaminas lançou a campanha "Mundo Sem Mineração" para destacar como a atividade mineral é crucial em produtos e serviços diários. O site da campanha oferece uma experiência interativa, convidando o público a imaginar a vida sem mineração e revelando sua importância em situações cotidianas, desde o uso do celular até os sistemas de transporte.
Thais Silva, superintendente de comunicação da Itaminas, ressalta que "a mineração ainda é vista como distante das pessoas", mas está presente em diversas áreas. A campanha visa tornar essa presença mais visível e compreensível.
Apesar da dependência dos minerais na economia moderna, há uma crescente cobrança por práticas sustentáveis e responsáveis na mineração. Questões ambientais, inovação e eficiência são desafios constantes para o setor. A Itaminas enfatiza a necessidade de abordar esses tópicos com transparência enquanto destaca as contribuições positivas da mineração.
Thiago Toscano, presidente da empresa, menciona que discussões sobre tecnologia frequentemente ignoram as matérias-primas necessárias. "Queremos provocar reflexão sobre a conexão entre transformações tecnológicas e os recursos minerais", afirma Toscano.
A atividade mineral é o ponto de partida para cadeias produtivas que resultam em diversos produtos finais. Após a extração, os minerais passam por processos industriais antes de se tornarem componentes de produtos usados diariamente.
A Itaminas busca aumentar o conhecimento público sobre a origem dos produtos sem impor um ponto de vista específico sobre o setor. "Queremos que as pessoas façam conexões informadas", diz Toscano. Conhecer as condições de produção é essencial para exigir responsabilidade na extração desses recursos vitais.