No bairro Santo Antônio, na Zona Sul de Teresina, moradores enfrentam diariamente o desafio de atravessar a BR-316, uma rodovia movimentada que corta a área urbana da cidade. A travessia se torna ainda mais arriscada durante os horários de pico, quando os residentes precisam aguardar por longos minutos para encontrar uma brecha entre carros e caminhões.
Em 2026, esse trecho da rodovia já foi palco de sete atropelamentos, resultando em três mortes. Um dos casos mais recentes ocorreu com Luzia Maria, de 81 anos. A tragédia reacendeu o debate sobre a necessidade urgente de uma passarela no local.
Vilmar Alves, um morador que perdeu o filho em 2022 devido a um atropelamento no mesmo trecho, expressa sua indignação e dor ao recordar dos acidentes frequentes. Para ele, cada travessia é um lembrete doloroso da perda.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) propõe a instalação de semáforos como medida emergencial para organizar a passagem dos pedestres. O superintendente Cláudio Piazzarollo sugere dois semáforos: um no bairro Lourival Parente e outro na região do Bela Vista.
"A solução inicial são dois semáforos para permitir travessias seguras", afirmou Piazzarollo.
A PRF também realiza estudos utilizando drones para identificar pontos críticos ao longo da BR-343 até o Ceará. As conclusões serão apresentadas ao DNIT e prefeituras locais.
Karla Marcelle, mãe de três filhos, relata as dificuldades diárias para levar as crianças à escola pela BR-316. Muitas vezes ela precisa esperar por ajuda para atravessar com segurança.
"É muito perigoso, especialmente com crianças. É uma luta diária", desabafa Karla.
No início do ano, houve promessas do poder público sobre melhorias na infraestrutura da região. Contudo, até agora nenhuma obra foi iniciada. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) ainda não respondeu sobre planos futuros para o trecho.